Cruzada contra a violência
A estatística da violência em Londrina fecha janeiro com um balanço nada agradável. Foram 21 homicídios nos 31 dias do mês, número pouco inferior ao do período recorde de 2002, o mês de dezembro, quando a polícia registrou em Londrina 24 crimes de morte.
É boa hora para a sociedade somar forças com a polícia e as autoridades políticas visando a urgente busca de solução para este problema que, ao que se percebe, agrava-se a cada dia que passa.
Todos têm um papel a cumprir. O governo do Estado, que assumiu há um mês, o poder público municipal, já na metade do mandato, o Conselho de Segurança do município, cuja diretoria deveria estar atenta ao quadro que se apresenta e as entidades das mais diferentes áreas. A polícia, por seu lado, deve estar pronta a se aliar à comunidade, com programas de efeito para dar à população condições de se precaver contra a criminalidade e com ações que levem à profunda busca dos responsáveis por esta situação.
A raiz do problema já é conhecida. Conforme levantamento feito pela própria polícia de Londrina, os crimes na cidade têm causas diferentes das de algumas outras localidades do Paraná. Raramente uma causa passional resulta em morte. Também é pouco frequente os barbarismos comuns no noticiário nacional, com casos inclusive no Paraná, de mortes violentas envolvendo famílias vítimas de desajustes.
O que ocorre aqui é consequência de uma das mais perigosas formas de criminalidade, o tráfico de drogas. As vítimas fatais são pequenos fornecedores de drogas, desses que são envolvidos nesse mundo por serem consumidores e, endividados com os traficantes, não conseguem fugir de um destino quase previsto: a morte a partir de disparos feitos a qualquer hora do dia ou da noite, numa esquina ou até dentro de suas moradias, em mais um acerto de contas.
Se existem pequenos fornecedores de drogas também existem os médios traficantes, que por sua vez são abastecidos pelos grandes esquemas do tráfico. A cidade parece uma porteira aberta para este tipo de crime, o que exige de todos os organismos policiais ações rigorosas e urgentes. Cada polícia tem um papel a cumprir, observando-se esforços da Civil e da Militar. O narcotráfico seria função da Federal. Então se exige que a sociedade acompanhe as ações desses organismos, respaldando-lhes e apoiando-os.

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