OPINIÃO DA FOLHA
Um plano para o Paraná
As decisões políticas tanto no âmbito do Estado quanto no plano federal finalmente apontam para a perspectiva de um deslanchar do Estado e do País rumo ao desenvolvimento. Pelo que se percebe, chegou ao fim o período de paradeira, ou de medidas de efeitos restritos. Porque a maioria do que se fez contemplou a poucos. Quando ocorreu o contrário, infelizmente afetou a população em geral.
No Paraná, e este é o enfoque da análise de hoje, o governador Roberto Requião, entre outras determinações, fixou neste final de semana prazo de 45 dias para um grupo de trabalho composto por representantes do governo, arquitetos e urbanistas elaborar um diagnóstico da situação dos municípios, para embasar ações para o desenvolvimento do Estado. Em resumo, o que o governador Requião quer deste grupo é a elaboração de um Plano Estadual de Desenvolvimento, que permitirá ao governo trabalhar em conjunto com os municípios na definição de obras e ações. Além de toda a sua essência, é destaque a valorização que se dará, conforme o compromisso do governo, às vacações e às necessidades locais.
Este novo jeito de encarar o Paraná é o que estava faltando. Pior do que isso, o modelo antigo, enterrado com a transmissão de cargo no dia 1º último, estimulou a criação dos bolsões de miséria justamente por priorizar determinadas regiões do Estado e desprezar outros. Com a ida das montadoras multinacionais à Região Metropolitana de Curitiba, por exemplo, gerou-se também migrações de trabalhadores sem emprego em suas regiões de origem, inchando localidades próximas da capital do Estado. A receita teria que ser outra: industrializar ou promover fontes geradoras de trabalho e renda em todo o Paraná, para que cada região abrigue seus trabalhadores sob as coberturas das fábricas ou, no caso da agricultura, da pecuária e do agronegócio, sobre o solo fértil do Estado.
Esta é a proposta que se apresenta agora. ''Nem o Estado nem os municípios têm planejamento. O que queremos é dar infra-estrutura às cidades, traçando diretrizes básicas para geração de emprego, renda e desenvolvimento municipal, pautadas nas prioridades das comunidades e reivindicações mais urgentes'', anuncia o governador Roberto Requião.
Já era tempo, pois segundo a Secretaria de Dsesenvolvimento Urbano do Estado, 163 dos 399 municípios paranaenses estão perdendo população; 338 municípios têm menos de 20 mil habitantes e 50% da população paranaense vivem em apenas 12 municípios.





