A solução pelo acordo
Recente abordagem neste espaço sobre a necessidade de acordos para melhorar a relação entre o comércio e o consumidor, seja na questão do preço, seja em relação à qualidade do produto, tem como exemplo a possibilidade que se cria no segmento de pães.
Proposta já apresentada em Londrina, envolvendo o Procon, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Norte do Paraná leva a este caminho salutar e de resultados benéficos para todos os envolvidos. A idéia, segundo divulgado ontem pelas partes envolvidas, é tentar estabelecer um termo de ajuste de conduta que contenha novos parâmetros de comercialização do pão francês, de 50 gramas.
Hoje vendido por unidade, o produto passaria a ser comercializado por quilo, como já se faz em Curitiba, que adota as duas formas de vender o pãozinho. Como se lê na reportagem publicada no caderno Folha Economia da edição desta sexta-feira, a proposta surgiu em consequência de um problema que se caracteriza como grave em Londrina: a grande quantidade de reclamações sobre a diminuição do tamanho do produto.
Pela proposta feita pelo Procon, os pães com peso inferior a 50 gramas seriam vendidos por quilo. Os que excederem esse limite seriam comercializados por unidade, para não onerar o bolso do consumidor. Por enquanto, a única divergência entre o órgão de defesa do consumidor e o sindicato que representa os panificadores é sobre as duas formas de venda do pãozinho francês, uma vez que a entidade defende a comercialização apenas por quilo, parâmetro que considera mais justo.
Um bom começo de conversa num setor que desde a valorização do dólar e a consequente alta do trigo, principalmente a partir de setembro do ano passado, passou a gerar queixas dos consumidores tanto em relação ao preço do produto quanto em relação ao peso/tamanho. De acordo com dados do Ipem, as autuações de panificadoras aumentarm em 3% em Londrina e em 18% em Curitiba.
Só resta torcer para que o acordo seja estabelecido, o que vai gerar, com certeza, uma relação menos tempestuosa entre o comércio e o consumo, pelo menos nesse setor. E que o modelo seja exemplo para outros.

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