Os mais tradicionais estranham
A reportagem da Folha foi até o Cemitério Municipal de Curitiba para ouvir a opinião das pessoas sobre o cemitério virtual. Para alguns, o ritual de estar presente no cemitério e prestar homenagens aos mortos não pode ser substituído por uma prática virtual.
Para o médico Ocyron Marcos Trevisani, a internet não expressa o sentimento de estar fisicamente diante dos antepassados. ''Os tempos modernos tiraram a afetividade das pessoas'', opina. Para ele, que perdeu o pai há três meses, o fato de ir até o cemitério demonstra afetividade e traz a lembrança das pessoas que já se foram. ''Somos de uma família italiana que é muito sentimental'', diz, complementando que expressar esse afeto é tradição.
Para a tecladista Rucliu Thiesen nenhum aparelho pode susbstituir o sentimento. ''Levar flores e visitar os túmulos é um ato simbólico, a oração é o melhor meio de manifestar a saudade, o carinho pelas pessoas que morreram'', comenta.
A prática de demonstrar esse sentimento visitando os túmulos, porém, pode estar se perdendo ou reduzida a datas específicas, como o Dia dos Finados. No dia em que a reportagem da Folha foi até o Cemitério Municipal, apenas duas famílias estavam visitando duas das centenas de lápides do local.

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