Muito mais difícil é obter-se as coisas por via da imposição pela força, e mais fácil pela conscientização. Na questão da preservação ambiental, as duas providências são necessárias, embora o ideal seria que a humanidade não mais precisasse de normas rígidas para melhorar algo como o seu próprio nível de bem-estar. A discussão desse tema remete, inevitavelmente, também para a poluição representada pela pobreza social, que além de ser um mal em si própria acaba por derivar, em muitos caos, para o desvio de comportamento do cidadão e o induzir à delinquência, pelo direito de sobreviver.
No que respeita ao cuidado específico com a terra, com as águas e com a atmosfera, são ainda necessárias uma intensa campanha para despertar a consciência de cada cidadão sobre a importância da causa, e paralelamente a presença do Estado, em forma de leis severas e do uso da força para fazer que as normais legais sejam obedecidas. No caso da preservação de grandes espaços, como as matas – e nem será preciso lembrar que o Brasil é detentor da maior cobertura florestal do planeta – há que requisitar a presença de efetivos do Exército, pois é sua função dar garantia de segurança nacional. Seu arsenal, composto de 300 mil homens e equipamentos – e em momento de paz política e institucional – está ocioso em sua maior parte, e deve ser mobilizado, como uma ação de guerra, em defesa do ambiente.
Mas preservar o meio não significa apenas voltar-se para a grande floresta e sim garantir também a qualidade do ar que as pessoas respiram, salvar as águas, a terra e as plantas. A tarefa é de todos. Este jornal iniciou ontem – Dia Mundial do Meio Ambiente – uma campanha visando conscientizar a população sobre a importância dessa cruzada cívica e, mais que tudo, humana, pois trata da saúde ambiental e por extensão da saúde das pessoas. A meta é despertar para as grandes e pequenas ações cotidianas, em defesa do lugar onde cada um vive, convive e trabalha, porque o conjunto se forma da soma de atitudes isoladas. Por isso a ação individual dos cidadãos é fundamental e decisiva.

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