Os governos, no Brasil, contribuem pouco para o desenvolvimento e, muito pior, atrapalham bastante, pela excessiva burocracia e pela pesada carga tributária que depositam nos ombros da cadeia produtiva. Nestes tempos de campanha eleitoral os candidatos acenam com fórmulas miraculosas, mas a nação na crê neles e vai se conscientizando cada vez mais de que o caminho para a melhoria da vida nacional é o esforço de cada brasileiro e não algum milagre que emane de governantes. A tradição tem mostrado que o sistema governamental dificulta o crescimento, porque opera como uma corporação à parte, que visa acima de tudo salvar-se e manter a sua própria estrutura de poder. É um organismo que atua principalmente em função de si próprio.
Nunca, como em tempo de pré-eleição, os políticos são tão visíveis, e principalmente pela via asséptica da televisão, que os imuniza do contato com as massas reivindicantes. Mas ao invés de tantas promessas, eles melhor fariam se traçassem projetos para diminuir o peso da máquina pública, que é onerosa e inoperante, e para retirar os obstáculos oficiais que dificultam a marcha da atividade produtiva, que apesar de tudo avança, porém mais veloz andaria se pudesse contar com mais apoio público. A nação não deseja que o governo faça, até porque não é esta sua função, mas apenas que disponibilize os meios que detém ᖠe que no sistema governamental centralizador do Brasil são muitos – para que a operosidade dos brasileiros se manifeste.
O Brasil tem governo demais, porque operando como o grande patrão e enfeixando em suas mãos importantes decisões que afetam a vida ecônomica, ademais muito voraz em sua sanha arrecadadora. Deveriam então os candidatos redirecionar suas propostas para a simplificação do sistema, de forma a ir restringindo-o à função de mantenedor e garantidor do ordenamento institucional e das políticas públicas e deixando para os cidadãos a tarefa de construir o Brasil e solidificá-lo como nação forte e auto-sustentável. Os brasileiros não querem governantes salvadores da pátria mas apenas que eles sejam agentes de cooperação, que o mais o povo fará.

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