OPINIÃO DA FOLHA
A população já estava desesperançada de alguma providência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), em Londrina, com relação à sincronia dos semáforos, e ontem este jornal noticiou que as obras de um novo sistema de interligação acabam de ser iniciadas, começando pela área contral. Trata-se de sinaleiros gradativos, que possibilitarão controle por área, em 40 cruzamentos importantes e que serão monitorados por uma central. Segundo a CMTU, é uma onda verde inteligente, que abrangerá 25% dos cruzamentos da área mais movimentada, até novembro, e os restantes 75% nos próximos dois anos.
É tempo demais, porém e afinal um início de modernização do sistema de controle do tráfego urbano nesta cidade sede de região metropolitana. Semáforos de sete tempos já estão instalados, mas não vão além de meia dúzia de quarteirões, e isto resolve pouco se lá adiante o sistema sai de sincronia. Semáforos demais passam a ser incômodos se dificultam o fluxo, ao invés de facilitá-lo. Por isso é preferível retirá-los em alguns locais e, eventualmente, instalá-los em outros. É certo que sistemas inadequados geram confusão, desperdício de combustível e muito estresse.
Londrina tem 165 mil veículos automotores registrados, e a estimativa é de que mais da metade deles está em circulação, no expediente comercial dos dias úteis. Cálculo feito anos atrás, pela própria Prefeitura, mostrou índice altamente elevado de combustível gasto inutilmente por veículos parados diante de semáforos, quando a agilização do sistema, pela via de uma sincronização inteligente, resultaria em enorme economia.
Vias arteriais, onde é permitida, na zona urbana, velocidade de 60km/h, deviam ter menos obstáculos para o fluxo de veículos, pois isso significaria ganho de tempo, menos consumo de combustível e menos poluição por gases e ruídos. Londrina se move sobre rodas e está longe de pensar em sistema de metrô, então o Poder Público deve dar atenção especial à questão do tráfego de veículos e pedestres estes sacrificados sempre, porque os semáforos nunca os contempla, pois não lhe dão vez. A adequação do sistema viário, de forma a agilizá-lo e torná-lo mais seguro, figura entre as questões fundamentais da vida da cidade e é um problema que pode ser solucionado com pouco dinheiro.





