OPINIÃO DA FOLHA
Reportagem que a Folha publica hoje na página 4 do caderno Folha Economia retrata, em números, o peso da participação das cooperativas agropecuárias na economia paranaense. O segmento congrega 100 mil produtores rurais e representa 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, conforme números apresentados pela Ocepar entidade que representa as organizações cooperativistas aos deputados estaduais.
Mais do que isso, essas organizações são responsáveis por pelo menos 55% do total de grãos colhidos no Paraná e em algumas atividades detém participações quase que absolutas, como no caso do trigo, que é de 99,5%. Ou mesmo na soja, em que a participação é de 64,7%, e na produção do leite em pó, de 100%. E também respondem por aproximadamente 15% das exportações totais do Paraná.
Também é importante ressaltar que em 2001 as cooperativas faturaram R$ 7,8 bilhões, que de acordo com a Ocepar representa aumento de 20% sobre o registrado no ano anterior. Quanto aos investimentos, os valores apresentados na Assembléia Legislativa pela presidência da entidade são de R$ 450 milhões nos próximos três anos, sendo R$ 180 milhões somente no setor de carnes.
O que há de mais importante nesse balanço otimismo que chega ao público é que os resultados são frutos de um trabalho sólido, que inclui o estímulo ao produtor rural no uso de tecnologias adequadas em suas atividades. É ainda evidente a influência das organizações cooperativistas na melhoria do padrão de vida do homem do campo, principalmente aquele que não trocou o sítio por uma casa mais confortável na zona urbana.
Nesses projetos, as mulheres e os filhos dos cooperados aprendem a valorizar o ambiente onde vivem e o sonho da busca da modernidade nos grandes centros perde força. Em algumas regiões do Paraná, houve sim o deslocamento temporário dos filhos das famílias rurais para a cidade. Porém, este afastamento foi para que os jovens pudessem estudar. Há, em Mauá da Serra, no Norte do Estado, muitos propriedades rurais hoje administradas por filhos de agropecuaristas, que se formaram em cursos como a agronomia, e implantam seus conhecimentos na terra dos pais.
Como não dizer que essa opção não teve a participação das organizações cooperativistas? Sabe-se que pelo trabalho conscientizador que os departamentos de jovens desenvolvem nas cooperativas, o estímulo para o desenvolvimento de atividades rurais com enfoques empresariais tem revertido o fenômeno da fuga dos jovens do campo para as cidades. E a somatória de todos esses trabalhos, com certeza, resulta no balanço positivo que se apresenta agora.





