Um centro estratégico de política agropecuária




A tradicional Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina não é apenas uma mostra de produtos e um festival de espetáculos, mas o retrato vivo da pujança do Paraná e de uma realidade presente todos os dias na dinâmica do campo. Este evento anual da Sociedade Rural do Paraná ᖠque cada vez mais se amplia e se aperfeiçoa ᖠnão é uma festa de fantasia mas a amostragem de um segmento produtivo real, que dá certo e avança.
Revela-se, nesta vitrina da agropecuária, não só uma riquíssima imagem do Paraná, mas o trabalho de paranaenses em outras regiões do Brasil, que foram sendo desbravadas por eles para dar lugar a plantações e a pastagens. E ao lado do animal de criação, do trator e da colheitadeira, está a presença da tecnologia. Por isso dizer-se que exposições como esta da Sociedade Rural são, também, a mostra dos resultados da pesquisa e da modernidade aplicadas ao campo.
Não por acaso estão sediados em Londrina o Instituto Agronômico do Paraná, fruto de um ideal que nasceu no seio da Sociedade Rural do Paraná, 30 anos atrás, e cuja criação se deve a este homem que hoje visita outra vez à Exposição, o então ministro da Indústria e Comércio e hoje ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes; e a Embrapa, instituições que fazem da Londrina de hoje, outrora capital do café, a capital da pesquisa agropecuária e um dos mais respeitáveis centros de referência e representação da atividade rural brasileira.
O que ressaltaá é o padrão de qualidade do evento, refletido no apuro de raças dos animais expostos e na melhoria de sistemas, a confirmar que uma nova mentalidade se consolida, não dando mais lugar ao retrocesso do empirismo e da improvisação. O que se vê nessas exposições já está disponibilizado nos organismos de pesquisa e em toda a cadeia envolvida com os negócios da agropecuária, e que não se restringem a atender ao mero processo de plantar e colher mas também de produzir com qualidade, com vistas às exigências dos mercados, interno e externo.
A Exposição 2002,á a 42ª, ááque se abre oficialmente hoje e tem sido uma sequência progressiva das 41 anteriores, desde 1955 – quando, na primeira mostra, realizada em área do então Jóquei Clube, os animais expostos eram amarrados nos troncos dos eucaliptos – é mais que um referencial de excelência de produtos e negócios, para transformar-se num centro estratégico de ciência e de política agropecuárias.

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