Opinião da Folha
Na coluna Opinião da Folha da edição de 9 de março deparei com o artigo Fragilidade dos Partidos. Sua coerência chama-nos a atenção no que se refere ao acerto na hora de digitar os números na urna eletrônica para a escolha de nossos futuros representantes. O artigo é tão coerente e oportuno que me animei a escrever e fazer a presente analogia, Maconha e Política.
A maconha, como outra droga, é um vício perigoso e pernicioso que traz graves consequências não apenas para o viciado mas para toda a família e a sociedade. O vício da droga encoraja e incentiva nossos jovens a praticarem diversos tipos de contravenções como roubos, estupros e suicídios, entre outros crimes.
Todavia, este vício da droga é uma doença que, com tratamento e muito carinho, pode um dia ser extirpada. Porém, a fragilidade dos políticos é uma doença muito mais avassaladora que a maconha. Atrás desta fragilidade, vêm também contravenções similares às provocadas pelas drogas, como corrupção, roubos descarados e até crimes abafados.
O Brasil, felizmente está sendo passado a limpo, mas ainda falta muita coisa para atingir o que almejamos. Se estivermos atentos às divulgações coerentes como esta Opinião da Folha e se, de fato, fizermos nossa parte lutando por um Brasil mais justo, com certeza chegaremos lá.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Vestibular
A indignação que todos os londrinenses devem ter sentido com a decisão da secretária estadual de Educação em não ceder as escolas para a realização do vestibular, não pode nos paralisar. Vamos revertê-la numa mobilização de nossa cidade em defesa da universidade e pela manutenção deste concurso que traz tantos benefícios do ponto de vista econômico, e principalmente, social. Estamos colocando as instalações do Parque Governador Ney Braga à disposição da UEL, para a realização do concurso. Acreditamos que conseguiremos abrigar pelo menos dois mil candidatos em nossos pavilhões cobertos. Aproveitamos para conclamar os empresários da cidade a fazerem o mesmo. Quem tiver prédios ou barracões que possam ser utilizados para o vestibular, que ofereçam estes espaços à UEL.
Já tivemos prejuízos muito grandes com a greve e não podemos aceitar desdobramentos como esses. Caberá a todos nós coragem e determinação para defender os interesses de nossa cidade e região.
FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Pode não ser nenhuma novidade para certo percentual inexpressivo da população eleitoral brasileira, mas para a grande maioria, que na próxima eleição decidirá quem será o próximo governante geral de nosso País, é importante tomar consciência de que o Maranhão é o Estado que possui os piores idicadores sociais do Brasil, segundo índices da Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Nas entrelinhas, é interessante ter em consideração essa simples referência na avaliação da pretensa candidatura de Roseana Sarney, que entre outros pontos negativos acerca de sua imagem política, conta com o estigma de compôr a Família Sarney de Latifundiários. Esta, por sua vez, privilegiadamente integra o ínfimo percentual de 2% de propietários de terras que detêm 48% das terras férteis brasileiras, números estes sugeridos pelo relator da ONU para Direito à Alimentação, Jean Ziegler, como fator geral responsável pela absurda contradição manifestada na realidade de que, no Brasil, 23 milhões de brasileiros passam fome.
Coincidência à parte, claramente é possível concluir que essa situação é inadmissível e altamente contraditória, tendo em vista o que significa e representa o conjunto de atributos naturais que o País possui, além de seu indiscutível potencial de crescimento e desenvolvimento. Não adianta falar de exclusão social, referindo-se a efeitos gerais da globalização, sem primeiramente resolver esse grave e vergonhoso problema interno que temos e que já vem se projetando e sendo constatado também lá fora, através de orgãos internacionais.
Não perdendo a essência do assunto, portanto é bom que se procure conhecer um pouco mais a respeito da segunda colocada nas pesquisas de intenções de votos para a próxima eleição presidencial, saber o que ela tem feito, como governadora atual do Maranhão, para reverter a situação social constatada em seu Estado. Não é nenhum tipo de oposição, é bom senso e lógica elementar de raciocínio.
RICARDO ALEXANDRE GARCIA, Londrina





