Um reestudo do sistema viário




Decorridos 14 meses e meio da atual administração municipal de Londrina, já é tempo de realizar alguma coisa para melhoria do tráfego urbano, nesta cidade que anda sobre todas e tem em circulação constante, no horário normal de expediente, mais de 80 mil veículos. A questão do trânsito, pois, é prioritária, porque tem a ver com a vida de todos os cidadãos.
Há que refazer um minucioso estudo da situação, porque a cidade nunca deixou de se expandir, o número de veículos aumenta a cada dia e pouco se fez ao longo dos anos para ampliar a estrutura física do sistema viário. Os grandes avanços foram a abertura da Via Expressa Norte-Sul, da Via Leste-Oeste, a duplicação da Avenida JK, mas desde então nada mais se fez.
Grandes mudanças exigem dinheiro, mas a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização deve, ao menos, começar a promover reuniões de estudos com especialistas da área, apresentar propostas de solução e afinal debruçar-se sobre as pranchetas e redesenhar toda a infra-estrutura viária. Por que se tal não ocorre, o problema vai sendo transferido para as administrações futuras e, com toda certeza, se agravará cada vez mais.
Ao invés de a Prefeitura preocupar-se em aumentar a arrecadação, pela via dos mecanismos de punição, deveria primeiro equipar as ruas com as melhorias que se fazem necessárias, e só a partir daí implantar os sistemas de fiscalização.á Os sinaleiros sincronizados de sete tempos já se provaram eficientes, mas só ficaram no experimento de algumas ruas, como se ainda fossem objetos de observação, depois que Maringá – que os inventou – já os adota há quase trinta anos.
Mas não apenas isso: há que reestudar a questão das mãos e contra-mãos, eventualmente implantando dois sentidos em certas ruas e eliminá-los em outras; corrigir pontos de conflito, implantar sinalização onde falta, dar atenção ao problema do estacionamento, eventualmente permitindo-o em ambos os lados, em determinadas ruas; eliminar riscos de acidentes com obstáculos de superfície, acabar com os abusos dos que reservam áreas especiais para os próprios veículos em toda a extensão fronteiriça de seus estabelecimentos, sinalizar melhor os indicativos de entrada e saída da cidade, para facilitar sobretudo os motoristas de fora, encurtar caminhos, etc.
Avenidas preferenciais e de grande movimento devem ter sinaleiros de luz intermitente, à noite e pela madrugada, para possibilitar o fluxo do tráfego, que é intenso em algumas delas e muito pouco nas transversais. Estas são apenas algumas providências, que exigem pouco dinheiro e podem ser adotadas imediatamente.

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