Baixas e altas da Sercomtel




A baixa da Sercomtel S.A. - Comunicações foi haver vendido 45% de suas ações, e isso resultou em que a empresa londrinense passou a dividir lucros. A alta, é a atual performance em que se encontra, habilitada que foi, agora, a operar telefonia fixa também em outras cidades. A venda de parte de seu patrimônio, na administração passada, não precisava ter ocorrido e atendeu apenas à volúpia pelo dinheiro, resultando numa escandalosa história de corrupção até hoje não esclarecida. Eis que ninguém sabe onde foram parar os R$ 186 milhões desse negócio. O pouco que se sabe é que um quarto dessa importância foi diretamente destinada a cobrir um débito bancário da prefeitura, operação também cercada de mistério e que estaria maculada por vícios. Toda aquela enorme soma de dinheiro diluiu-se, sem que ninguém saiba com precisão o seu destino. Dois prejuízos enormes – a perda de patrimônio acionário e a diluição do dinheiro originário dessa venda.
Entre as coisas positivas destaca-se a conquista da empresa ao receber, agora, da Agência Nacional de Telecomunicações, autorização para operar em outras cidades brasileiras. A ordem também permite que a empresa adquira novas licenças para DDD e DDI para a região I (Rio de Janeiro e mais 15 Estados do Sudeste, Norte e Nordeste) e região III (São Paulo). Atualmente a Sercomtel só opera na região II (9 Estados do centro-sul e Distrito Federal).
Fundada por força do fim de um contrato com a antiga Companhia Telefônica Nacional, no tempo em que os telefones eram operados por intermédio de telefonistas e o DDD não existia no Brasil, o então Serviço de Comunicações Telefônicas de Londrina foi implantado pelo ex-prefeito José Hosken de Novaes, e sempre foi uma empresa lucrativa e em expansão, sendo pioneira nacional em muitas inovações da nova era das telecomunicações. A existência de dinheiro também facilitava esses avanços, mas os grandes saltos para a frente se deveram a alguns bons administradores que a empresa teve e a destacados técnicos que passaram por ela e aos que existem hoje. Com 34 anos de existência, a Sercomtel dispõe hoje de 160 mil telefones fixos e 70 mil celulares.
A mácula que tangeu a empresa nunca foi da administração interna e sim de administradores públicos sequiosos do dinheiro que ela gerava, como aconteceu com a inexplicada destinação do capital obtido com a venda das ações, para outra estatal, a Companhia Paranaense de Energia. Enquanto a verdade sobre essa nebulosa manipulação de dinheiro não é desvendada por inteiro, a Sercomtel avança e agora tem a possibilidade de expandir mercado, com a liberalização para operar em outras cidades brasileiras.

mockup