Em operação de guerra se constrói obras emergenciais em poucos dias, e não é outra a situação atual do Brasil senão um estado de guerra, em face da violência que está tomando conta de tudo. No Paraná, que é parte desta nação problemática, a situação não é diferente, sobretudo em suas maiores cidades, que por se haverem tornado grandes pagam o preço dessa posição e têm de arcar também com os ônus daí decorrentes.
Pressionado pela exaustão, o Estado decide agora criar um grupo especial de combate ao narcotráfico, que vai agir em Londrina, reunindo equipes de elite das três polícias. A cidade aplaude a decisão e espera que a ação comece imediatamente, porque esta é uma situação de guerra e o inimigo ataca ferozmente.
O Secretário de Segurança, José Tavares, é o comandante desse grupo por força do cargo, e sabe-se que competência não lhe falta, não se crendo que lhe escape agora a garra e a coragem dos tempos em que, como delegado de Polícia, deu combate e desarticulou uma poderosa quadrilha de ladrões e assaltantes comandada por uma famoso advogado e que semeava o terror na região. Para isso contou com o apoio da Polícia Federal e do Exército, pelo fato de estarem envolvidos na quadrilha também policiais e delegados. O que parecia impossível na ocasião, aconteceu.
A situação agora é idêntica e o secretário conta agora com homens das polícias federal, civil e militar ''escolhidos a dedo'', e acredita-se que esse combate poderá, também no presente caso, reverter a situação e tornar possível o que, ante os olhos amedrontados e descrentes da população, aparenta ser impossível. A polícia conhece a maioria dos traficantes. Basta flagrá-los.
Só a informação de que se instala uma força de contra-ataque já recua o ímpeto dos traficantes e dos perigosos assaltantes que, nos últimos tempos e mais do que em outra época dominaram a cidade e fizeram reféns os cidadãos, mas será a ação efetiva desse esquadrão de combate que haverá de prevalecer.
Discussão dos problemas sociais à parte, há momentos em que é necessário agir mais vigorosamente, sobretudo quando está em risco a vida dos cidadãos e sua integridade física. E a partir do momento em que a polícia passar a atuar, também o poder público municipal deverá fazer-se presente e agir, com a contribuição que lhe cabe em forma de muitas medidas, sem esperar pelo dinheiro para tomar uma decisão. As coisas, se faz antes de tudo com vontade. Grandes tarefas requerem homens de decisão. A hora não é para os fracos e titubeantes.

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