OPINIÃO DA FOLHA - Ritmo lento
Na administração pública, o secretariado e os escalões que se seguem, agem em consonância com o que emana do comando, seguindo seu ritmo e incorrendo nas mesmas indefinições; ou, ao contrário, se o comando é forte e opera com decisão, todo o corpo de auxiliares corresponde com respostas idênticas. Mesmo secretários mais práticos e decididos intimidam-se e ficam sem firmeza se não encontram respaldo para suas ações.
No caso de Londrina, dois anos já transcorreram da atual administração municipal, e os resultados são tímidos, com a opinião pública já fazendo cobranças e exigindo mobilização. O prefeito encontrou as finanças públicas em péssimas condições, mas prometeu que no segundo ano de seu governo o de 2002, que vai ser encerrado seria de pequenas mais visíveis realizações, no que destinaria R$ 20 milhões previstos em seus cálculos. Mas pouco aconteceu de importante, a não ser os atendimentos básicos, que dispõem de verbas orçamentárias e ocorrem normalmente.
Fala-se agora em mudança no secretariado, e o que se leu ontem neste jornal é que o alvo é ''dar uma guinada no perfil da administração, melhorando a articulação política com vista a eleição de 2004''. Os cidadãos imaginam que a alteração no quadro de secretários devesse ocorrer para uma guinada no perfil das realizações! A verdade é que a administração caminha em passo lento. Certamente que secretários competentes existem, e um deles é agora chamado para integrar a equipe de transição do Presidente-eleito.
Metade do mandato já se foi, e esse tempo transcorrido autoriza o povo a fazer cobranças, ademais porque houve uma promessa de obras para este ano. Janeiro se inicia com um Presidente do mesmo partido do prefeito e um governador afinado com as suas ideologias e que fez a campanha com seu apoio, no segundo turno. Há que saber tirar proveito dessas favoráveis situações, para compensar o atraso dos primeiros dois anos. A Lei de Responsabilidade Fiscal não deve ter sido impeditiva, porque governar exige antes de tudo vontade e decisão, que independem de normas legais.





