Até quando os brasileiros assistirão atônitos imagens de pancadaria em estádios de futebol? Torcedores se digladiando, sem nenhum motivo, mas apenas com a certeza de que não serão punidos. O último episódio, ocorrido semana passada em Joinville (SC), entre as torcidas do Atlético Paranaense e do Vasco da Gama, chocou toda a sociedade. Deixou um saldo de quatro feridos e três presos. As imagens, exaustivamente exibidas, geraram uma grande repercussão no Brasil e no mundo.
Leis – como o Estatuto do Torcedor – existem, mas não são cumpridas. Depois de cada briga, o que se vê é um "jogo de empurra" entre autoridades federais, estaduais, municipais, Confederação Brasileira de Futebol e dirigentes dos clubes. Todos querem se eximir de responsabilidades. No entanto, é preciso punição. Clubes, organizadores dos eventos que não garantem segurança e torcedores envolvidos devem ser punidos.
Não adianta continuar com as sanções aplicadas atualmente. Já se mostraram ineficazes. Determinar perdas de mandos de jogos para os clubes e propor acordos que afastem torcedores dos estádios não têm trazido resultados efetivos. Até agora, os únicos penalizados são os torcedores que gostam de assistir aos jogos pacificamente. Esses é que são afastados dos estádios.
Além de punição efetiva, talvez seja preciso pensar em um outro modelo a ser implantado. Aprender com experiências positivas de outros países e adaptá-las à realidade nacional pode ser uma boa solução. A Inglaterra, por exemplo, conseguiu banir os hooligans dos estádios com a criação de uma agência independente que passou a regulamentar e regular as questões relacionadas ao futebol. Foi um modelo de sucesso.
É preciso agir rapidamente, uma vez que a Copa do Mundo de Futebol será realizada em seis meses. Nenhum brasileiro deseja ver novamente imagens de selvageria nos estádios e nem deseja que seja consolidada essa má fama internacionalmente. O futebol é patrimônio nacional e precisa ser restaurado.

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