OPINIÃO DA FOLHA - O ILS e a falta de ação política
É ação política que falta para solucionar o impasse que está retardando a instalação, no Aeroporto de Londrina, do tão requisitado ILS, sigla de Instrumental Landing Sistem, que possibilita decolagem e pouso mesmo em situação adversa de visibilidade. Sem mobilização política, encabeçada pelas lideranças regionais e pelos políticos da bancada paranaense com assento na Câmara e no Senado, será difícil romper as barreiras da burocracia, sobretudo numa repartição como a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Se a questão é técnica, é também política, porque vão-se os anos e essa conquista para o Aeroporto de Londrina tem sido problemática.
Ontem, em desabafo publicado por este jornal, o prefeito Nedson Micheleti deu o tom da realidade ao declarar que a prefeitura está fazendo a sua parte, mas encontra dificuldades junto à Infraero, uma delas a de que o município assuma o ônus de custos que remontam a R$ 6 milhões. É uma soma elevada, que a prefeitura alega não dispor, quando se sabe que aquele órgão aeroportuário ''banca desapropriações em aeroportos do Nordeste, e aqui fica pedindo tudo da cidade'', como afirma o prefeito.
A Infraero obtém lucros com os aeroportos, e o de Londrina, pela sua performance, figura entre os mais importantes, pois no ano passado registrou 14.405 operações de vôo. Na contrapartida, por falta de equipamentos como o ILS, 174 vôos foram cancelados só este ano. Os deputados federais que representam Londrina á grandes usuários do aeroporto, pelas suas idas e vindas, mas não apenas por isso até agora não se moveram para uma cruzada em defesa da reivindicação.
Ocorre que o Aeroporto de Londrina atende a passageiros de vasta região, não só do Norte do Paraná mas de cidades vizinhas, do Estado de São Paulo, num universo populacional que ultrapassa 3 milhões de pessoas. Mobilização política é que falta, pois é assim que se consegue as coisas no Brasil. Esta a rota a seguir, porque pela ação política as questões técnicas se resolvem.





