Música para o desenvolvimento, este um rótulo que se poderia colocar sobre o Festival de Música de Londrina, já em seu 22º ano e que está em andamento na cidade, enchendo a atmosfera de sons e diferentes fisionomias, sobretudo pela presença de jovens estudantes de música procedentes de todas as regiões do País e também do exterior. Porque, enquanto pairam as incertezas no universo da economia e os cidadãos temem pela violência urbana, o festival de música ao menos semeia um clima de descontração e positivismo, com a atenção voltada para a arte, para o encantamento, para a busca de melhor qualificação entre os seus participantes. Em tempos de dificuldades é justamente quando mais se deveria incrementar os eventos, em todas as suas variantes, justamente para sufocar as crises, porque promoções desse gênero e afins têm também o condão de dinamizar a economia.
Quanto ao festival, em sua essência, este vem a cada ano se superando e de há muito está firmado no calendário cultural brasileiro como acontecimento de frequência obrigatória para os que desejam aperfeiçoar-se, e para o público, sempre ávido de bons espetáculos. Vão-se criando, assim, novos conceitos de avaliação sobre arte de qualidade, e tal não acontece apenas com a música mas também com as artes cênicas, por via do festival transnacional de teatro que, também anualmente, ocorre em Londrina. A programação vai, cada vez mais, mesclando o erudito com o popular, contemplando o profissionalismo e selecionando o melhor.
Naturalmente que, a cada um desses festivais e também por ocasião de outras grandes promoções do gênero e afins, sente-se a necessidade de um centro de eventos dotado de mais sofisticada infra-estrutura e também do tão decantado Teatro Municipal, reivindicação antiga feita a muitos prefeitos e que desafia igualmente a iniciativa privada. Londrina já conta com três formidáveis salas, que são o Teatro Ouro Verde, ora em reforma, o Teatro Marista e o auditório da Sociedade Rural, mas ainda falta a pedra de toque da coroa, que seria um centro de eventos e convenções e o próprio teatro incorporado, e aí a cidade estaria defintivamente pronta para promover e receber eventos ainda maiores e mais frequentes.

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