Para desgosto de alguns, alegrias de outros e total perplexidade da maioria, o governo do presidente Lula está dando certo. Mais do que isso, plantou as bases da estabilidade econômica para a retomada do desenvolvimento. Era o que se esperava que Fernando Henrique Cardoso tivesse feito. Não o fez. Perdeu o trem da história. Mas vamos ao futuro que ainda nos assoberba em dúvidas. Há em Brasília a turma dos derrotistas. Nada se pode fazer. Até por que, se alguém fizer como eles, explicarão o fato de não terem feito?
Os grandes desafios a serem enfrentados pelo presidente, dentre outros entraves ao crescimento econômico, e muito usado como argumento pela turma que não quer fazer nada, são, em primeiro lugar, a falta de oferta de energia elétrica suficiente para sustentar o crescimento econômico. Aliás, sem crescimento, já estamos sob ameaça do apagão. Como crescer? É preciso urgentemente retomar os investimentos na produção de energia elétrica. Felizmente temos muitas alternativas. Além da ampliação e construção de novas usinas hidrelétricas, temos o carvão, o gás boliviano, amazônico, paranaense e, agora, também o gás da bacia de Santos, além da energia atômica, da aéolica em algumas regiões do País, do petróleo, do óleo de origem vegetal e outras que, mesmo não sendo tão competitivas, podem ser alternativas em determinadas regiões.
FHC perdeu a grande oportunidade de abrir o Brasil para novos investimentos em produção de energia elétrica como melhor alternativa à venda das estatais de energia elétrica. Foram-se as estatais e sumiu o dinheiro.
Outro nó górdio a ser resolvido é a questão da infra-estrutura da rede rodoviária nacional e urbana. Nossas estradas não suportam maior volume de tráfego. Exigem grandes investimentos em sua melhoria e readequação. Novos projetos são necessários exigindo um volume de investimentos de muitos bilhões de dólares. E o que dizer de nossa malha viária urbana? Todas as capitais dos estados brasileiros não suportam maior volume de tráfego. Se não temos dinheiro para investir em sistemas de transporte de massa, como o metrô, por exemplo, tão necessário em São Paulo e Rio de Janeiro, como investir na malha viária urbana? De onde tirar os recursos necessários ou onde buscá-los? Certamente não será aumentando mais a já tão pesada carga tributária, que esfola e mata a galinha de ovos de ouro. Mas os desafios existem para serem vencidos. É possível sim. E este será o grande desafio do governo Lula.

mockup