Hoje é o Dia da Pátria e há brasileiros que nem se lembram disso, guardando a data apenas como um feriado. Poucos conhecem, mesmo entre os mais versados, as razões históricas que levaram ao ato político da proclamação da Independência. Se os cidadãos já não têm motivação patriótica para celebrar este dia, que o momento seja ao menos de reflexão sobre a responsabilidade que pesa sobre cada um para a edificação do Brasil melhor que todos almejam. A pátria é cada um dos brasileiros, e se já não existe o entusiasmo de celebrar o Sete de Setembro como data importante, há que não perder de vista os ideais de brasilidade e nem permitir que esmoreça o sentimento de patriotismo.
Todos os dias são dias de celebrar a pátria e de hastear a bandeira dos pleitos da cidadania, comuns a todos e representados pela vontade latente em cada um de viver em harmonia e em abundância. Os problemas e soluções são de responsabilidade de cada cidadão, e a nação grande que se quer será construída pelos próprios brasileiros. Está próxima uma nova cruzada cívica para eleger presidente, governadores, senadores e deputados, e este é um dos momentos de exercer cidadania. Que deve começar pela rejeição aos candidatos inqualificados e pela escolha dos melhores, ou lamentável ter de dizer dos menos piores. Será necessário esse critério de seleção, e se ao menos forem banidos os sabidamente corruptos, já será um grande passo.
Há que se redespertar nos brasileiros o sentimento de nacionalidade, tão garbosamente revelado na recente Copa do Mundo, a demonstrar que se é possível a pátria emergir de dentro de cada cidadão, como se viu naquele evento, tal é posssível ocorrer também em outros momentos. Cultuar a pátria não é apenas louvar homens que empunharam espadas, ou os mortos e participantes de guerras, mas um ideal de civismo muito mais amplo, que abarca a solidariedade, a produção e distribuição de riqueza, a defesa do ambiente, a contribuição individual para amparar o mais fraco, a busca de proporcionar trabalho ao maior número possível de pessoas e de não agravar situações já por natureza difíceis. Porque isto não é tarefa apenas dos governos mas muito especialmente dos inquilinos que habitam este território tão vasto e rico e compõem a pátria brasileira.

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