Ao longo dos anos as relações de trabalho tiveram mudanças profundas. Provocadas pelo crescimento econômico, o que gerou maior demanda por trabalhadores qualificados ou não, e pela entrada de novas gerações no mercado de trabalho, todos tiveram que se adaptar. De certa forma, ganharam os trabalhadores que conseguiram negociar melhor seus salários e obtiveram ganhos em outros benefícios.
Levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes a trabalhadores com vínculos empregatícios celetistas, corrobora a afirmação acima. Em 2006, o índice de demissões sem justa causa (por iniciativa do empregador) representava 78,91% dos desligamentos. De janeiro a setembro de 2013, o índice caiu para 53,76%.
Já os pedidos de demissão aumentaram de 19,39% para 29,26% no período, o que aponta claramente para a mudança de comportamento dos trabalhadores. O fortalecimento das pessoas nessa nova relação é positivo. Se isso é um fator que não haverá retrocesso, também não se pode deixar de afirmar que, de certa forma, contribuiu para expor uma grande fragilidade brasileira. A falta de qualificação dos trabalhadores disponíveis e a alta rotatividade das empresas colaboram para o aumento de custo de produtos e serviços.
Esses fatores, somado a grandes deficiências estruturais, fazem o Brasil perder em competitividade. Isso é fato.
Por isso, torna-se mais urgente o direcionamento de investimentos em pesquisas e inovação. Estes dois itens somados é que poderão contribuir para o aumento de produtividade brasileira e, consequentemente, para a redução de custos. Outro ponto batido – porém indispensável – é a melhora da educação, principalmente a pública. Pessoas mais cultas, que pelo menos conseguem entender o que leem, saberão lutar ainda mais pelos seus direitos, escolher melhor seus representantes e participar mais da vida pública do País. A melhora do nível de educação dos brasileiros contribuirá para uma mudança significativa no Brasil como um todo, o que será benéfico evidentemente a todos os setores.

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