OPINIAO DA FOLHA - Metas possíveis
A mudança de um ano para outro é uma festa antiga e nem todos os povos comemoravam no mesmo dia. As diferenças continuam até hoje para os judeus, indianos, chineses, entre outros. Mas a maioria da população mundial segue o calendário gregoriano, que fixou a data para 1º de janeiro. Essas diferenças não trazem problemas, lembrando o grande cientista Albert Eisntein dizendo que o tempo, como é conhecido hoje, não passa de uma invenção do próprio homem.
Mesmo considerando as diferentes folhinhas, é fácil constatar que se trata de um dia marcante para todos. Há indícios de que os antigos egípcios se presenteavam com objetos que levavam a inscrição feliz ano novo. É muito bom festejar, reunir a família, os amigos e não há nada errado em seguir algumas superstições para atrair sorte. Porém, o mais importante não é a bebida aberta à meia-noite para o brinde. Ainda dá tempo de aproveitar esses primeiros dias de janeiro para uma viagem interior e uma reflexão sobre o papel que cada um desempenha na comunidade onde mora. As transformações positivas não precisam começar grandiosamente. Elas só precisam começar.
E 2013 teve acontecimentos que ainda devem gerar mudanças na sociedade. No caso do Brasil, um exemplo foram as manifestações populares contra a corrupção. Como ignorar ainda a prisão dos mensaleiros? Também foi o ano em que um argentino se tornou o papa Francisco, substituindo Bento 16, que renunciou em fevereiro. Mostrando-se tão carismático quanto João Paulo 2º, ele arrastou multidões durante a Jornada Mundial da Juventude.
Acontecimentos trágicos também marcaram 2013, como o conflito na Síria, a destruição causada por um tufão nas Filipinas, os atentados durante a Maratona de Boston e na Rússia. Também foi o ano da morte de um dos maiores líderes mundiais, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.
Para quem está abrindo, hoje, a nova agenda de compromissos com promessas para 2014, pense em metas possíveis. Assim, não há risco de ficar frustrado no próximo 31 de dezembro. Vale lembrar a enfermeira australiana Bronnie Ware, que revelou os maiores arrependimentos dos pacientes terminais acompanhados por ela. A maioria lamentou o fato de ter trabalhado demais e mantido pouco contato com os amigos. No leito de morte, eles também se arrependiam de não terem expressado seus sentimentos e deixado de perseguir seus sonhos. São boas dicas para uma nova lista de prioridades.





