Pode parecer questão irrelevante, mas as imperfeições existentes no sistema viário em Londrina têm a ver com quase 100 mil motoristas que pilotam seus veículos pelas ruas da cidade nos horários de expediente. Há muitos anos não se faz uma revisão do equipamento que trata do tráfego nesta que é a segunda mais movimentada cidade do Estado, e também não se fez estudos para o problema do estacionamento. Certo é que o número de veículos veio aumentando e chega hoje a 170 mil registrados, no município, e isso veio apertando os gargalos e comprometendo a circulação, com situações de sufoco em certos trechos, nos horários de entrada e saída do trabalho.

Londrina trafega sobre rodas de veículos automotores, e se o transporte coletivo é bastante utilizado, a maioria ainda prefere o uso do carro próprio, com todos os riscos decorrentes e a dificuldade de estacionar. Os semáforos constituem um dos martírios, porque não são sincronizados, a não ser em curtos trechos, e isso enerva o motorista, pelo gasto de tempo e de combustível. Já se falou de cálculos feitos isto ocorreu na administração do prefeito Wilson Moreira sobre o gasto de tempo e combustível com os veículos parados inutilmente diante de semáforos. Dizemos inutilmente porque há sinaleiros dispensáveis e a maioria fora de sincronia entre si, outros com tempo demasiado no vermelho em pistas de escoamento, que deveriam ter preferência.

A questão não implica em grandes gastos, mas em disposição para um reexame da situação, o que não se fez ainda ou se fez muito pouco tanto nesta como em administrações municipais recentes. Pequenas medidas resultariam em grandes benefícios, porque arrancar um semáforo desnecessário, determinar alterações em sentidos de mãos ou criar dispositivos para ampliar as opções de estacionamento não implicam em grande investimento. O sistema do tráfego de veículos e por extensão de pedestres é o setor menos contemplado pelo poder público em Londrina. Parece algo sem importância quando deveria figurar entre as prioridades, pois tem a ver com a locomoção de quem trabalha, com tempo, com a saúde dos nervos e com economia.

Naturalmente que serão necessárias também providências de mais empenho para melhorar o sistema viário, mas se não é possível atendê-las no momento pela escassez de recursos, que ao menos se faça estudos e os deixe prontos, para que na hora aprazada saiam do papel, ao tempo em que se execute o possível. O nada absoluto é que não pode, e é praticamente isto que está acontecendo nesta já gigante metrópole no que respeita à questão do tráfego urbano. Restam apenas nove meses da atual administração, tempo suficiente para um retoque no sistema. Pode-se fazer muita coisa com pouco dinheiro, se houver boa vontade.

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