Que a educação enfrenta uma grave crise no Brasil não chega a ser novidade. Escolas com estruturas precárias, corpo docente mal preparado e desmotivado e alunos desinteressados são uma realidade em todo o País. O resultado acaba por refletir diretamente nos indicadores educacionais: grande número de analfabetos e de analfabetos funcionais, repetência e, por fim, profissionais sem preparo para enfrentar o mercado de trabalho.
Reportagem de hoje da FOLHA aborda a estressante rotina enfrentada pelos professores. A indisciplina e a falta de comprometimento de parte dos estudantes somadas às condições de trabalho nem sempre adequadas, que incluem pressão por resultados, jornadas extensas e assédio moral, têm refletido diretamente na saúde dos docentes. O resultado é um grande número de afastamentos, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Administração e Previdência. Em 2012, 12% do total de funcionários – cerca de 9,55 mil pessoas – foram afastados por transtornos mentais ou comportamentais. Outros 5 mil profissionais se afastaram por doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo.
Os números são preocupantes e refletem, sobretudo, a falta de valores éticos e morais que assola a sociedade. O respeito aos mais velhos e a educação parecem ter sido esquecidos, em alguns casos, tanto por crianças e adolescentes como pelos pais. Talvez seja o momento de toda a sociedade repensar o tipo de educação dada aos menores e a geração que está sendo formada. A permissividade e a falta de limites não têm contribuído positivamente para o desenvolvimento humano.
A educação é o principal fator que pode contribuir para o crescimento do País. Pode ajudar a reverter importantes indicadores, tanto de capacitação profissional, melhoria da mão de obra e produtividade do trabalhador, como índices de criminalidade e de desenvolvimento econômico. E, nesse processo, deve entrar a qualificação e a valorização dos professores.

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