A Síntese de Indicadores Sociais 2013, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), aponta que a maioria dos paranaenses tem renda familiar per capita de 1 a 2 salários mínimos (R$ 678 a R$ 1.356). Embora o resultado não seja ruim comparativamente ao restante do País, também indica que há muito a melhorar. Reforça a avaliação de especialistas de que somente o setor industrial proporciona de fato o desenvolvimento econômico.
Embora o Estado detenha o quinto maior Produto Interno Bruto do País, a economia ainda é baseada no agronegócio e na prestação de serviços, setores que tradicionalmente não pagam altos salários. O processo de industrialização é relativamente recente e está concentrado na Região Metropolitana de Curitiba com as montadoras de automóveis. E, por isso, o desafio é grande.
É de fundamental importância que seja desenvolvido um plano de desenvolvimento que contemple todas as regiões. As vocações regionais devem ser respeitadas, mas os desequilíbrios podem ser minimizados a fim de contribuir para a melhoria de vida da população como um todo. Desta forma, reduz-se também os passivos sociais e diminui-se o número de pessoas dependentes do sistema previdenciário.
O Paraná ainda ocupa a quinta posição no ranking dos Estados nos quais mais gente vive com renda familiar per capita acima de cinco salários mínimos. Também ocupa a mesma posição entre os com menos habitantes com renda familiar per capita de até 25% do salário mínimo. Esses dados, embora positivos se comparados com o restante do País, mostram grandes diferenças de renda da população. Essa desigualdade precisa ser trabalhada a fim de promover um desenvolvimento social mais amplo, que consiga beneficiar a todos.
Se no cenário nacional os indicadores não se mostram negativos, é preciso trabalhar as diferenças internas para que toda a população seja beneficiada e ganhe qualidade de vida.

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