Se a situação econômica brasileira está longe de ser a ideal, é alentador ler nos jornais que as vendas do varejo cresceram 8,9% no Paraná, no presente momento, em comparação com o ano passado. Se ao menos não se ouve notícias ruins, isto já é uma tranquilidade neste país onde existe numeroso contingente de população pobre e sofrida. E o Paraná não foi o que mais cresceu, porque outras unidades da Federação tiveram desempenho melhor. Pelo informe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que fez a pesquisa, a melhoria da situação das vendas se deve à agricultura, cujas safras têm sido abundantes e crescentes. Pelo depoimento de agentes daquela instituição, a economia está em processo de recuperação. Surpreendentemente, um dos itens de alta de vendas, no Estado, foi o de veículos automotores, peças e acessórios, justamente o que exige maior aplicação de dinheiro. Por consequência, aumentou também o volume de venda de combustíveis e lubrificantes.

Foi igualmente expressiva a comercialização de móveis, alimentação e vestuário, significando que na malha geral muitos setores foram beneficiados. Analista da Federação do Comércio do Estado do Paraná avalia que o incremento do comércio de veículos se deve à demanda reprimida de igual período do ano anterior, e no que respeita ao mobiliário, é porque a indústria paranaense do ramo é forte e competitiva. O IBGE afirma que, além do rendimento puxado pelo dinheiro que migra da produção rural, está havendo recuperação do rendimento do trabalhador, e que o maior poder de compra se deve também à baixa taxa de inflação e à trajetória de queda do juro. A crença é que haverá crescimento de vendas também no segundo semestre, esperando-se que o ano feche com expansão de 3% a 3,5%.

Mais uma vez observa-se que, quando a agricultura vai bem, tudo o mais irá bem no universo dos negócios, com a geração de mais empregos diretos e indiretos e a ampliação do poder de compra. Abençoada agricultura, tão molestada por entraves e ainda acossada pelos comandos do MST, que semeiam a intranqulidade no campo e por extensão oferecem risco às cidades! De qualquer modo alenta saber que alguma coisa melhora, embora o potencial brasileiro ensejaria saltos maiores no desenvolvimento, tratando-se de um país tão rico em recursos naturais e em produção agrícola e pecuária. O comércio, embora também especule nos preços e no juro da venda a prazo, é o termômetro da situação da população. Se as vendas aumentam é porque ocorre melhoria no poder de compra. Menos mal, numa nação em constantes sobressaltos e já um tanto descrente de seu próprio poder e da ação dos governos.

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