Se os municípios vão bem, tudo o mais vai bem, porque é nessas bases regionais que os problemas primeiro se manifestam, pois tocam de perto os cidadãos e coloca-os em contato direto com os governantes, que de sua vez passam a ser mais cobrados. Os municípios são as células vitais que compõem o organismo estadual e, por extensão, o país inteiro, por isso devem receber atenção redobrada das esferas governamentais mais altas, se é que estas desejam criar uma nação homogênea e forte. A União e os governos estaduais não são órgãos à parte, mas interconectados, e muito dependentes de como as coisas andam nas comunidades municipais. Não é assim, porém, que os escalões superiores entendem, por isso os municípios estão sempre na condição de mendicantes à porta dos palácios, para reivindicar no mais das vezes direitos mínimos.
São os municípios os grandes agentes do desenvolvimento e que arcam com o peso de administrar os problemas mais difíceis, que são justamente os comunitários. Deveria ser um processo natural o atendimento pleno a essas comunas, por parte dos governos federal e estadual e setorialmente pelos ministérios, secretarias de Estado e demais instituições, porque governar uma nação é antes de tudo voltar os olhos para as necessidades municipais.
Assiste-se agora à Associação dos Municípios do Paraná agendando uma reunião de todos os prefeitos paranaenses com os candidatos ao governo de Estado, a fim de lhes apresentar uma lista de 16 reivindicações que tratam de questões básicas como transporte escolar, construção e ampliação de creches, adoção de políticas para a infância e a juventude, isenção do ICMS Ecológico, construção de aterros sanitários, manutenção do Fundo de Desenvolvimento Urbano, ampliação da rede de energia elétrica, questões de educação e sa© úde e de crescimento regional, para evitar o êxodo rural, incentivo à implantação de agroindústrias no próprio meio, e outras.
Tais atendimentos nem deveriam ser solicitados, mas constituírem um processo normal e permanente, não se entendendo como esses serviços possam servir muitas vezes como elemento de discriminação por parte dos governos e de intermediações políticas maculadas de coloração partidária e até melindres pessoais. Não cabe, no momento, discutir o mérito de certas administrações municipais que cometem desmandos e dão outro rumo a recursos públicos, e sim ater-se ao fundamental que é a sustentação que precisa ser dada permanentemente aos municípios, pois se os problemas vão sendo solucionados a partir das bases, isso resultará num benefício geral para todo o país. Atendidas as necessidades regionais, os governos dos Estados e da União só terão que cuidar das macro-políticas nacionais. Por essa via se construirá uma nação harmônica, rica e poderosa.

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