OPINIÃO DA FOLHA - As ilhas de desenvolvimento
Conforme mostrou caderno especial publicado domingo, neste jornal, Londrina apresenta ilhas de desenvolvimento que não aparecem nos indicadores convencionais. Há setores em ascensão, com geração de novos empregos, mostrando características promissoras do município. Destacam-se o setor industrial e o da construção civil, do turismo de eventos, das telecomunicações, da confecção, da gastronomia, da metalurgia, dos periféricos da informática, da pesquisa, da área da hospitalar e, naturalmente, o comércio, que se expande com a instalação de novas unidades em seus mais variados itens e a melhoria de antigas instalações. Uma área que se moderniza e oferece a cada dia mais opções é a do mobiliário, da decoração e da construção. O comum é esses novos empreendimentos os industriais, do comércio e de serviços apresentarem tecnologia de ponta e agressividade de mercado. Impulsionados pelo empreendedorismo privado, esses setores contam também com o estímulo do poder público municipal, através da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que tem optado pelo incentivo a empresas menores e que na soma geral são as que mais geram postos de trabalho.
Empresários locais, integrantes do Conselho de Administração da Codel, reúnem-se mensalmente para discutir diretrizes de investimentos e debater o que a cidade precisa, para consolidar as empresas já estabelecidas. Isto no momento em que o Brasil passa por um processo ainda de expectativa face ao governo do presidente Lula, que começou semeando esperanças mas logo declinou e, decorridos dezesseis meses, já não oferece tanto estímulo ao investidor. Se, de parte do governo federal, não há grande contribuição, há que fazer sem o governo ou apesar dele. Essa minicâmara de empresários londrinenses avalia pedidos para doação de terrenos onde implantar indústrias e serviços, e depois cobra resultados. Paralelamente, a Companhia de Habitação de Londrina informa que está construindo 2.619 unidades habitacionais populares, entre casas e apartamentos, e uma empresa de engenharia constrói outras 700, do mesmo padrão. Afora o futuro benefício a famílias sem moradia, esses empreendimentos estão propiciando centenas de empregos.
A Universidade Estadual de Londrina há três anos criou a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, com o fim de fomentar a implantação de novos empreendimentos na área da tecnologia e dar apoio para o crescimento das empresas do setor. Com isso, estreita a relação universidade/empresa, melhora a qualidade das empresas incubadas e gera empregos. A Sociedade Rural do Paraná, em parceria com a Unopar, inaugurou no mês passado o Laboratório de Imunogenética Animal, que faz teste de tipagem sanguínea, item obrigatório para o registro genealógico dos animais. Assim, os criadores passam a ter um serviço de alta qualidade e Londrina converte-se em referência nacional no setor.
Às margens do Igapó 2 um grupo de médicos constrói um apart-hospital, e outro grande lançamento já anunciado, no mesmo setor, é o do Pólo Médico, com 120 leitos e no qual serão investidos R$ 100 milhões, conforme este jornal noticiou recentemente. O Hospital Universitário anuncia a construção do Centro de Tratamento de Queimados e a Prefeitura implantará, dentro de três meses, o Centro Odontológico. A Agência do Trabalhador/Sine local declara que, por esses empreendimentos e inúmeros outros mais, de menor porte Londrina é a cidade brasileira que, na proporção, mais emprega no momento. São avanços que vão ocorrendo, quase imperceptíveis, mas que em dado momento despontam e vão consolidando o padrão da Londrina de setenta anos que não cessa o seu crescimento.





