OPINIÃO DA FOLHA - A vigilância de cada um
Soa revoltante ter de apelar aos cidadãos para que adotem medidas de vigilância contra os ladrões e assaltantes, porque este é um dever do Estado, que para isso cobra impostos da sociedade. Mas o momento que se vive no Brasil já não é apenas de prostrar-se em posição de protesto, mas de precaver-se, porque o banditismo está instalado.
Nem se pode dizer que impera um estado de guerra, nas zonas urbanas, porque o combate à marginalidade quase inexiste e apenas uma facção está na linha de ataque, e triunfa, e esta é a dos marginais. Guerra pressupõe situação de confronto, e tal não ocorre. A crônica jornalística documenta, ademais, frequentes casos de conivência policial com a bandidagem, e os efetivos sérios e operantes já não dão conta dos atendimentos.
Revelação do comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, em Londrina, publicada ontem neste jornal e a situação é idêntica em todas as grandes cidades é de que o telefone 190 da PM recebe em média 700 chamadas a cada 24 horas, e que os atendimentos dos casos não vai além de 150, no mesmo período.
Os cidadãos estão desprotegidos, então precisam prevenir-se e não utilizando armamento, porque esta é uma perigosa fórmula, já tendo se provado que quem reage a um assalto pode morrer mas evitando lugares isolados, instalar alarmes nas residências e estabelecimentos empresariais, contratar vigias, trancar as portas com ferrolhos, prestar atenção nas paradas dos semáforos, à noite e estes, em certa hora, deveriam ser desativados e dar lugar a luzes intermitentes - para não favorecer assaltos.
Quanto aos taxistas e terça-feira aconteceu o assassinato de um deles, em Londrina estes devem, definitivamente, evitar atendimentos suspeitos. Os moradores de cada trecho de rua são obrigados a contratar vigilantes, como já acontece nos bairros de classe alta, e se este é mais um ônus, ante os tantos e pesados impostos, é uma medida de salvação e há que ser adotada. As medidas de precaução, por si sós não eliminam a onda de criminalidade, sobretudo os assaltos contra o patrimônio consequência da situação em que o governo afundou a nação por conta de sua desastrada política econômica mas pode evitá-la bastante.





