A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, já em seu 44º ano de realização e que será aberta hoje, converteu-se na grande vitrine do agronegócio e é também uma oportunidade para troca de conhecimentos de tecnologia entre técnicos e produtores rurais, afora ser um evento que mobiliza a atividade econômica e atrai o público para doze dias de lazer. A mostra deste ano espera superar os índices do ano passado, que chegaram a R$ 152 milhões em movimentação financeira e a 846 mil visitantes.
Com a expansão das safras agrícolas e da pecuária, expande-se a cada ano também a Exposição da Sociedade Rural do Paraná, que se transformou em referencial de negócios e ponto obrigatório de empresários rurais, marcadamente pecuaristas, de expositores de avançada maquinaria para a atividade do campo, de especialistas em veterinária e agronomia e que comparecem para oferecer e receber novos conhecimentos, assim como de representantes da área financeira, autoridades governamentais e lideranças empresariais.
A par da exposição de animais e dos leilões, que marcam a presença da qualidade das raças animais e ressaltam o elevado padrão da pecuária brasileira, estão programados para a feira de 2004 também seminários, reuniões técnicas e painéis sobre desenvolvimento rural, cafeicultura, fruticultura, olericultura, produção leiteira, pecuária de corte, cultura de soja, agricultura orgânica, aquicultura, ovinicultura, criação de avestruz, floricultura, piscicultura e turismo rural.
A tradicional exposição passa a ser não apenas evento de interesse de produtores rurais e industriais, mas da cidade que em 2004 celebra seu 70º aniversário de emancipação política e também da região, porque todos se beneficiam com o evento, direta e indiretamente, face ao volumoso giro financeiro que proporciona, com os negócios no recinto do Parque e os paralelos, de alcance não apenas local mas regional e nacional, em sua extensão.
Enquanto os governos retardam os projetos desenvolvimentistas quando não atrapalham o processo, pela burocracia, pela inoperância, pela pesada carga tributária e pela demora em suas decisões há um Brasil que avança, e este é, especialmente, o da agricultura, da pecuária e dos segmentos afins. Está presente, nesses setores, sobretudo a modernidade da tecnologia, que a cada ano proporciona aumento de safras e de produção de carnes de qualidade, para o consumo interno e para exportar. Uma amostragem deste Brasil desenvolvido está na Exposição que hoje se abre em Londrina.

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