OPINIÃO DA FOLHA - A corrida à Prefeitura em Londrina
A indicação de Elza Correia como pré-candidata do PMDB à Prefeitura de Londrina, reforçada com a desistência do seu companheiro de partido Luiz Eduardo Cheida, dá contorno de definição à corrida eleitoral na segunda mais importante cidade do Estado. A decisão peedemista foi rápida, evitando a prévia e um confronto de dois fortes concorrentes dentro da agremiação, o que parecia inevitável, mas não ocorreu. Elza já despontava como um nome de natural merecimento, dentro do PMDB, pelo fato de haver sido eleita vereadora com a mais expressiva votação da história da Câmara Municipal cerca de 9 mil votos (embora ainda não a maior em proporcionalidade) e logo a seguir, com 30 mil votos, eleger-se deputada estadual.
Londrinense e tendo formado bem cedo sua posição política e consolidado sua convicção ideológica pelo fato de o pai, Manoel Jacintho Correia, haver sido militante político de esquerda e muitas vezes preso, momentos que foram intensamente vividos por ela e pela família e ademais pela sua atuação em defesa da causa da mulher e a experiência adquirida como vereadora e agora deputada, Elza Correia entra para a história como a primeira postulante mulher a comandar a Prefeitura de Londrina. Ela irá enfrentar nas urnas o atual prefeito, Nedson Micheleti, já declarado candidato à reeleição e que, em certa faixa do eleitorado, irá dividir com ela votos ideológicos; e ambos no páreo com o potencial concorrente Antonio Belinati, 1º na pesquisa eleitoral.
O quadro está configurado, porque outros candidatos pré-indicados não teriam suficiente plataforma eleitoral, e é pouco provável que apareça algum nome novo, de impacto, capaz de reverter tendências. Faltam três meses para as convenções partidárias e seis meses para a eleição, tempo muito curto para alguma surpresa, numa cidade outrora fértil em produção de bons políticos mas agora assistindo a um escasseamento deles. Os três concorrentes já pré-definidos não são novidade para o eleitorado, porque a candidatura do atual prefeito era esperada, a de Elza foi lançada no dia em que ela alcançou seus quase 9 mil votos para vereadora, e o ex-triprefeito Belinati nunca se declarou fora do páreo, mesmo afastado do cargo em sua terceira gestão, por denúncia de corrupção.





