Opinião
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Ao menos um
comando forte
que existisse,
como no passado
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Agora é recuperar tempo perdido
Os quatro anos da primeira administração do prefeito Nedson Micheleti, em Londrina, foram de poucas realizações. Reconduzido ao cargo mais pela circunstância de disputar com um candidato marcado por denúncias de corrupção Nedson agora surpreende o eleitorado pelo envolvimento de sua campanha com o famigerado caixa 2, ou seja, contribuições não contabilizadas, o que caracteriza crime eleitoral. Mas esse fato não deve capitalizar todas as atenções do prefeito, em prejuízo do município, da mesma forma que o presidente Lula esqueceu de exercer governo e só estar preocupado agora com discursos de defesa e contra-ataque no momento em que o PT (o partido de Micheleti), seu governo e deputados estão implicados em pesadas acusações de envolvimento com dinheiros ilícitos.
Londrina tem muitas pendências por resolver e que dependem de ação do poder público municipal ou da liderança do prefeito, de forma a mobilizar também os vereadores, os líderes de classes, os deputados e a população. As poucas conquistas (e algumas perdas) de Londrina ganharam relevância porque foi perdida a rara oportunidade da obtenção de algumas vantagens especiais, pelo privilégio de estar na presidência da República um petista, mas disto não se buscou tirar proveito político.
Com todos os ventos favoráveis, a nau londrinense não desatracou. Agora, com ventos contrários a partir de Brasília e atingindo também estes arraiais, a hora reclama esforço duplicado, porque Londrina não pode ficar à mercê dos sopros do vendaval.
Meio ano se passou do segundo mandato e a lentidão da administração municipal continua. Não há indicativo de um grande projeto, nem a liderança do prefeito se manifesta, parecendo faltar ânimo do governante municipal e sua equipe. O prefeito Nedson Micheleti tem quase inteiro o seu mandato, mas o segundo round parece ainda não haver começado. As nuvens escuras que pairam sobre o palácio municipal não podem constituir obstáculo e nem justificativa impedidora, como no primeiro mandato a desculpa foi a dívida a pagar da qual nunca se viu uma listagem deixada pela administração anterior, e, por isso, pouquíssimo foi feito.
Apesar de seu natural crescimento um fenômeno constante que ocorre desde a colonização e por mérito de sua gente Londrina tem sofrido nestes últimos anos alguns revezes e viu cair seu índice de desenvolvimento humano e a auto-estima dos londrinenses em muitos pontos. Isto é amostragem de ausência de lideranças estimuladoras (o prefeito uma delas), de uma Câmara de Vereadores mais expressiva e de representatividades locais e regionais mais convocadas e mais atuantes nos poderes legislativos estadual e federal.
Ao menos uma voz forte que emanasse do poder público municipal como aconteceu em quase todas as administrações passadas seria uma força impulsionadora de toda essa dinâmica, mas tal voz não se escuta, porque frágil e de pouca ressonância. Isto não invalida que se recupere o tempo perdido, mas é preciso apressar-se.





