A notícia é ruim para o consumidor que mantém um plano de saúde. Nem por isso ficam imunes de algum tipo de efeito negativo as operadoras de tais planos, se resolverem reajustá-los de acordo com o índice autorizado na quarta-feira pela Agência Nacional de Saúde (ANS), e que a página do Consumidor destaca na edição de hoje, no caderno Folha Economia. De 7,69% a 9,39%, este é o porcentual que o beneficiário titular terá que desembolsar a mais a partir da data do aniversário do contrato, desde que o vencimento ocorra depois de julho deste ano.
Conforme a determinação da ANS, o índice máximo só poderá ser aplicado se as administradoras de planos de saúde também reajustarem as tabelas de preços das consultas médicas. E, em qualquer das hipóteses, sendo o porcentual mínimo ou máximo, as empresas terão que apresentar justificativa do aumento pleiteado. Isso é muito pouco.
Milhares de famílias brasileiras optam por planos de saúde principalmente por precaução. Não querem correr o risco de uma situação desesperadora num momento de doença. E, por direito, se beneficiam de outras vantagens oferecidas pelos contratos, que variam de um plano a outro. Mas sentem, infelizmente, que embora o custo de manutenção de um privilégio dessa natureza seja elevado, em alguns locais de atendimento são tratados com discriminação. Gastam tempo esperando por consultas, exames e outros atendimentos, enquanto pacientes particulares tomam a dianteira. Isso não é regra, fique bem claro. Há profissionais e estabelecimentos que tratam com respeito qualquer pessoa. Mas por culpa da exceção, esse mal que no Brasil é grave, essas famílias se escoram nos planos privados para fugir do serviço público. Tarde, mas ainda em tempo para a ANS começar a se preocupar com isso.
Walter Ogama

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