O retorno malsucedido ao Brasil do grupo Onofre Pinto também tem ligação com José Anselmo dos Santos, um marinheiro de primeira classe mais conhecido como cabo Anselmo, cujo papel foi fundamental para o fim da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Cabo Anselmo repassou informações à repressão, resultando na morte de seis militantes na cidade de Abreu de Lima, Pernambuco, em 8 de janeiro de 1973, no episódio conhecido como Massacre da Chácara São Bento.
Quando entregou o último comandante da VPR, ele desestruturou de vez a organização, além de deixá-la sem direção. Aos sobreviventes não restou outra alternativa senão abandonar o grupo. Anselmo estava sozinho em São Paulo, enquanto alguns revolucionários no Rio de Janeiro e Recife dissolviam a organização com a divulgação de três manifestos.
Onofre Pinto, entretanto, lutou pela manutenção da VPR. Em fevereiro ou março de 1973, lançou, no Chile, um documento defendendo a continuidade das ações armadas. Foi uma resposta para a maioria dos militantes da organização, tanto para os que estavam no exílio como para os sobreviventes que permaneciam no Brasil.
Mas, apesar da dissolução da VPR no Brasil, Onofre e seu grupo insistiram em suas teses militaristas. Com a derrubada do governo socialista de Salvador Allende, no Chile, em 11 de setembro de 1973, o grupo seguiu para a Argentina, onde planejou, meses depois com o ex-sargento Albery Soares dos Santos, que estava exilado no México, o retorno ao Brasil através do Sudoeste do Paraná, fronteira com a Argentina. (A.P.)

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