A forte massa de ar polar que avançou sobre o Sul do Brasil derrubou as temperaturas no Paraná e trouxe o dia mais frio do ano ao Estado. A onda de frio atingiu praticamente todas as regiões, com registros negativos em cidades como Palmas (-5,2°C), Guarapuava (-2°C) e Cascavel (-2,4°C). Em Londrina, a mínima foi de 2,6°C, mas os ventos fortes fizeram com que a sensação térmica chegasse a -2,2°C.

O inverno mal começou e as temperaturas já castigam muitos trabalhadores, com mais força aqueles que precisam encarar o frio exposto ao tempo, como entregadores em moto, vendedores ambulantes. Em entrevista à FOLHA, eles contaram como fazem para amenizar os efeitos da friagem.

O frio rigoroso exige atenção redobrada da população e das autoridades, tanto na área da saúde quanto no campo.

Com o avanço das baixas temperaturas, reforçam-se os alertas das autoridades de saúde em relação às síndromes gripais. O frio intenso favorece a circulação de vírus respiratórios, e, por isso, é fundamental que a população redobre os cuidados, mantenha ambientes arejados e evite aglomerações em locais fechados. Além disso, é essencial manter a vacinação contra a gripe em dia, especialmente entre os públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A prevenção é a principal aliada para evitar o agravamento dos casos e a sobrecarga nos serviços de saúde.

Além disso, as baixas temperaturas também tornam ainda mais necessária a mobilização para o acolhimento de moradores em situação de rua em Londrina e região. As prefeituras e entidades assistenciais intensificaram ações para garantir abrigo e segurança a essas pessoas, que estão entre as mais vulneráveis diante do frio extremo. O esforço coletivo para proteger vidas é essencial em momentos como este.

No campo, o frio também acende um sinal de alerta, principalmente para as culturas mais sensíveis. Hortaliças, legumes e frutas, em especial aquelas cultivadas fora de estufas, correm risco de sofrer perdas com a ocorrência de geadas. Em Londrina, apesar de não ter ocorrido geada nesta terça-feira (24), o fenômeno não está descartado para esta quarta-feira (25), quando o amanhecer deve ser ainda mais gelado, conforme prevê Angela Costa, meteorologista do IDR-Paraná. A situação preocupa produtores que dependem da estabilidade climática para manter suas lavouras e o abastecimento de mercados locais.

A previsão aponta que a onda de frio intensa deve persistir pelo menos até o começo da próxima semana. A expectativa é de novas frentes frias e possíveis formações de geada, principalmente na metade sul do Estado. Cinquenta anos depois da Geada Negra que mudou os rumos do Estado, os paranaenses esperam que esse fantasma, ainda tão presente no imaginário popular, não se repita.

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