OMS preocupada com obesidade e diabete
Em meio ao temor da violência urbana, das ações terroristas, dos atentados por conta das intermináveis dissidências humanas, e mais recentemente da ameaça à sobrevivência de metade da população do mundo pelo anunciado e temido aquecimento global, a comunidade médica e científica preocupa-se também com questão aparentemente irrelevante, porém grave, que é a intensificação da obesidade das pessoas e da diabetes. O Grupo Internacional de Combate à Obesidade, com sede em Genebra, culpa, por estes últimos males, os países ricos. O presidente dessa corporação, o inglês Philip James, acusa que os subsídios agrícolas dados aos produtores rurais desses países resultam num mal à saúde da humanidade, por causa da dieta gordurosa de óleos e açúcares.
O Brasil, embora não citado (como não o foi nenhum outro país), obviamente figura entre esses países, porque é um dos maiores produtores daqueles dois itens da cadeia alimentar, e vem aumentando a produção a cada ano. A recomendação dos especialistas vinculados a esse grupo e que é necessário implantar outra dieta, para evitar o que classificam de duas pragas, tão ruins quanto todos os males mais atrás citados: a obesidade e a diabete. E que, para isso, é preciso diminuir os subsídios estimuladores desses tipos de produção agrícola. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que tais males são tão graves que se tornarão uma epidemia de difícil controle, a ponto de comparar-se ao fenômeno oposto, a fome. De um lado a falta de alimentos e de outro o excesso, pelo enorme volume de componentes prejudiciais à saúde.
Se, notavelmente no Brasil, o agronegócio se expande pelo aumento das áreas de cultivo e da produtividade, males de saúde como os dois mencionados se levantam como obstáculo. Porque, segundo a OMS, a obesidade e a diabete podem gerar a falência dos sistemas públicos de saúde. O Grupo de Genebra bate forte na tecla do corte dos subsídios, como forma de estimular a criação de novas fontes e hábitos alimentares e assim evitar que as pessoas engordem e que os gordos diabéticos agravem a cura (os obesos são os mais problemáticos, se portadores desse mal).
Se países altamente industrializados como os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Kyoto e reagem contra os ambientalistas - que os acusam de aumentar a contaminação atmosférica pelo dióxido de carbono intensificador do efeito estufa - uma questão nova surge para inquietar os países produtores de grãos, e esta é a da obesidade humana e da diabete. E este por ora é um simples alerta, porém um aceno de que campanhas intensas anti-óleos e anti-açúcares vêm pela frente.





