Ofensiva contra o fumo
Embora o cigarro e as bebidas alcoólicas sejam substâncias lícitas, cada um a seu modo provoca danos irreversíveis na sociedade. Vícios e mortes que poderiam ser evitados, além de gastos exorbitantes com tratamentos e procedimentos de saúde. No caso do fumo, os números do tabagismo no mundo são alarmantes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Cerca de 5 milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas do uso do tabaco.
No Brasil, último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que o País tem um dos mais altos índices de pessoas que abandonaram o cigarro. No ano passado, 14,8% dos brasileiros declararam ser fumantes pela primeira vez na história o índice ficou abaixo dos 15%. A porcentagem entre as pessoas que fumam mais de 20 cigarros por dia também foi reduzida e está em 4,3%. Sem dúvida, a redução desses índices é uma boa notícia e pode ser creditada à intensa campanha de conscientização contra os malefícios do cigarro.
No entanto, os programas públicos contra o tabagismo precisam ser mais assertivos. Em primeiro lugar há pouca procura pelo serviço. Em Londrina, por exemplo, menos de 2% dos fumantes comparecem às unidades de saúde para participar do tratamento multidisciplinar de combate ao tabagismo. A partir da análise do dado, pode-se chegar a duas conclusões: desconhecimento da existência do programa ou falta de vontade de abandonar o vício. Os dois casos são preocupantes.
No primeiro deles aponta para a falta de divulgação da proposta. Se o programa existe, está bem estruturado e em pleno funcionamento, os fumantes precisam ter conhecimento do trabalho desenvolvido para se interessar e participar. No outro caso, é preciso impedir que as pessoas experimentem o primeiro cigarro. As campanhas de conscientização têm apresentado resultados positivos e têm conseguido atingir a população, é um trabalho que não pode parar até para que o índice de fumantes caia a cada ano.





