Como bons brasileiros, quem não vibra e torce por nossa seleção na Copa da França? Nada mais natural, e é sinal de patriotismo. Patriotismo em alto astral durante esses dias da Copa - e depois?
Mas o que me leva a refletir é a ocasião perdida pela mídia no sentido de aproveitar a ‘‘comoção nacional’’ para uma conscientização em profundidade dos problemas que afetam a nossa Pátria e sobretudo para uma educação cívica e ecológica visando à preservação dos grandes e legítimos valores de nosso povo, seja em relação à Pátria, seja em relação à religião.
O que se vê agora, em nossa principais redes de TV? Futebol, futebol, futebol, invadindo-se até o foro íntimo de nosso jogadores. Uma tremenda inversão de valores que coloca em cheque a sensibilidade dos nossos donos de TVs.
O esporte se constitui num fator muito grande de educação. Basta ver a importância que se dá às atividades extraclasse, sobretudo no que respeita aos esportes, em nossos colégios Maristas. Todo pedagogo sabe que os pendores se revelam quando o adolescente ou jovem está na plena liberdade de expressão, como nos esportes. Uma observação atenta leva o professor a corrigir a caminhada do educando, quando necessário.
Estamos ainda em plena Copa. Apelamos para os meios de comunicação social para que dêem conta da grande oportunidade que têm em mãos para a educação do novo povo. Em vez de slogans vazio, propagandistas desta ou daquela TV, que se derramam em profusão e em todos os momentos, apelos para essa conscientização de que a grandeza de nossa Pátria depende do esforço de cada um: na educação, na preservação dos valores morais, cívicos e religiosos do povo, da cultura em geral e da ecologia em particular.
Oxalá, os donos de TVs, apenas concessionários do governo, tomem consciência da responsabilidade que lhes cabe diante da Nação, procurando promover a educação de nossa gente e não a depravação dos costumes, como sói infelizmente acontecer.
O futuro de nossa Pátria é o presente que fazemos acontecer. Presente que se revestirá de glória na medida em que os valores primordiais do homem e da natureza forem preservados. É o voto que fazemos, do fundo de um coração angustiado pelos caminhos tortuosos de nossas TVs tomam em suas programações. Lembremo-nos dos Salmos (33 e 143) que rezam: ‘‘Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor’’.
- Irmão EGÍDIO LUIZ SETTI é diretor do Colégio Marista Santa Maria em Curitiba

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