Muitos produtores rurais fogem do empréstimo bancário previsto nos planos agrícolas e preferem buscar recursos nas cooperativas, que se cobram os mesmos juros estão mais próximas do agricultor e não têm tanta burocracia. No caso dos insumos, as cooperativas facilitam o pagamento com a produção. Um queixa frequente é que a divulgação de tais planos costuma chegar tarde, quando isto deveria ser feito com antecipação de pelo menos três meses para dar tempo ao lavrador de fazer planejamento. E mais, que a liberação dos recursos demora.
O Banco do Brasil, que é o maior financiador das safras (representando 60% do volume nacional e 77% no Paraná) argumenta que no caso dos tomadores não tradicionais de empréstimo, mais requisitos são necessários, e isto retarda processos. E afirma que já na primeira quinzena de julho os recursos começarão a ser disponibilizados. De qualquer modo, é preciso mais agilidade. Apesar disso o setor cooperativista aplaude o programa governamental de destinar R$ 108 bilhões para a safra 2009/2010.
O lançamento do plano agrícola é que traz amanhã a Londrina o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que presidirá o evento a partir das 15 horas, no parque da Sociedade Rural do Paraná. Do montante, R$ 93 bilhões são para a agricultura média e de escala, e R$ 15 bilhões para a agricultura familiar.
O aporte é indispensável, mas é na burocracia para liberar os recursos que sempre reside a preocupação, porque o homem do campo se queixa do excesso de exigências e da demora. Se o banco também precisa ter suas salvaguardas - porque há casos de acúmulo de dívidas anteriores, que impõe limites - todos os anos as reclamações são as mesmas. Uma desburocratização e a criação de um fundo agropecuário, para tais situações, figuram na lista de reivindicações. Isto precisa ser dito pelas lideranças rurais ao presidente da República, para informá-lo e também criar um consenso nos órgãos pertinentes do governo. A dificuldade de acesso resultou na utilização de apenas 75% dos R$ 78 bilhões liberados na safra passada, e isto é um contrassenso.
Amanhã é a oportunidade de levar ao presidente, de viva voz, o que o agronegócio representa para a economia nacional e para a política da exportação e quais são as necessidades fundamentais da atividade rural. Houve queda de produção no Estado (de 32 milhões de toneladas de grãos na safra 2007/2008 para 26 milhões na safra 2008/2009), mas a Organização das Cooperativas do Paraná confia na recuperação do volume. Por isso a rapidez dos recursos (tidos como suficientes) é fundamental.
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