Observatório vai investigar violações aos direitos humanos na época da ditadura e nos dias atuais
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sábado, 13 de outubro de 2012
Redação FolhaWeb 
Há uma semana, mais de 138 milhões de eleitores foram às urnas para escolher os novos prefeitos e vereadores dos 5.568 municípios do Brasil. O ato de votar a cada dois anos já incorporou-se à rotina dos brasileiros. Pouco mais de duas décadas atrás, no entanto, o País era comandado pela ditadura militar e as eleições eram indiretas.
Outra marca do período é a violenta repressão. Muitos crimes cometidos pelos agentes do sistema não resultaram em punição aos responsáveis ou nem mesmo tornaram-se públicos ainda hoje. E é com o objetivo de resgatar essas histórias que foi criado o Observatório de Direitos Humanos do Paraná. O lançamento ocorreu em Curitiba no dia 28 de agosto - quando a aprovação da Lei da Anistia completou 33 anos.
As violações atuais aos direitos humanos não serão esquecidas e também deverão entrar na pauta do Observatório, que é formado por representantes de diversas entidades da sociedade civil paranaense.
De acordo com o reitor Zaki Akel Sobrinho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é uma das instituições participantes da iniciativa, o objetivo inicial do movimento é ir a campo e fazer um levantamento de informações sobre processos e prisões que aconteceram durante o período da ditadura.
''A ideia surgiu para auxiliar a Comissão da Verdade, que vai atuar em nível nacional e também colaborar com a Comissão Estadual da Verdade, que está para ser aprovada por meio de um projeto de lei'', esclarece Akel.
O reitor explica que, num primeiro momento, o trabalho será voltado a ''identificar e contactar pessoas e grupos que sofreram violações dos direitos humanos no Paraná durante a ditadura militar para começar a colher depoimentos, testemunhos e informações.'' O passo seguinte será sistematizar os dados e encaminhá-los à Comissão Nacional da Verdade.
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