De 2009 a 2012, Londrina viveu um dos períodos mais conturbados da sua história política. Dois prefeitos cassados e um vice-prefeito preso, os três envolvidos em corrupção, além de seguidas interinidades que, naturalmente, provocaram solução de continuidade na administração municipal e o consequente atraso no progresso da cidade.

Eleito num pleito muito disputado e com uma maioria apertadíssima, Alexandre Kireeff foi empossado em 01/01/2013, como o 21º prefeito municipal. O escopo de recuperar a credibilidade da prefeitura junto a fornecedores, à sociedade, à Câmara de Vereadores e aos governos estadual e federal, restabelecer o equilíbrio das finanças do tesouro municipal e recolocar a máquina administrativa nos trilhos era uma missão que exigiria empenho hercúleo e dedicação extraordinária. Todavia, o empresário Kireeff demonstrou um cabedal administrativo qualificado e, com um trabalho sem ufanias, conseguiu superar os obstáculos e produzir resultados positivos. A eficiência da máquina pública foi revigorada e a dignidade da gestão municipal resgatada; no final do seu mandato, Londrina já respirava um ar mais leve no cenário político-administrativo. Com uma aprovação de 75%, Alexandre Kireeff tinha grandes chances de se reeleger, entretanto, abdicou da disputa de uma nova eleição.

Veio, então, a era Marcelo Belinati Martins. Com as contas equilibradas no caixa da prefeitura, cabia ao novo alcaide buscar caminhos que pudessem alicerçar eficientemente a gestão, visando impulsionar com maior celeridade o desenvolvimento do município. Contando com um secretariado de excelência, Marcelo viabilizou os primeiros recursos, corrigindo a Planta Genérica de Valores do município, que estava defasada há 16 anos. Essa desídia, principalmente de administrações populistas do passado, provocou um descompasso nefasto nas finanças municipais, tornando os valores de referência dos imóveis extremamente obsoletos, os quais permaneciam exageradamente aquém dos preços praticados pelo mercado imobiliário.

Bafejado por esse reforço de caixa, o prefeito iniciou o seu plano de reconstrução e melhorias em praticamente todos os setores e atividades públicas de responsabilidade da administração municipal. Também buscou recursos dos governos estadual e federal, o que lhe propiciou significativas intervenções nas áreas da saúde, educação, segurança e obras viárias importantes para a expansão urbana, incessantemente exigidas com urgência na cidade. É óbvio que no período de "terra arrasada" (2009/2012) Londrina ficou estagnada e esse lapso de tempo dificultou a retomada do seu desenvolvimento. É evidente, também, que as administrações sequentes não tiveram o tempo necessário para atender todas as demandas. Todavia, não há como negar que nos 8 anos sob o comando do prefeito Marcelo, o progresso foi muito consistente, impetuoso, incontestável e a olhos vistos; a cidade se transformou e ganhou uma "nova roupagem". Entre tantas benfeitorias, destaca-se um exemplo importante do salto de qualidade no aspecto urbano: a iluminação pública totalmente em LED. Uma modernidade impactante; uma maravilha!

Por fim, há de se ressaltar, também, a postura de autoridade constituída e o lado humano de Marcelo Belinati Martins. Cumpriu as formalidades do cargo, recebendo autoridades dos mais variados segmentos político-ideológicos, de diferentes credos religiosos, etc. Em episódio recente, mesmo tendo sido acusado de malfeitos na gestão, sem provas, por adversários na campanha eleitoral, pensou exclusivamente na cidade, e não em revanchismo, sancionando a lei que aumenta salários do vice-prefeito e do secretariado da nova gestão. A propósito, frise-se que não tivemos intervenções do Ministério Público nos últimos três mandatos de prefeito no nosso município.

Marcelo deixa a prefeitura com 73,5% de aprovação no primeiro mandato e 75% no segundo. Avaliação que o credencia a ser considerado um dos melhores prefeitos de Londrina.

Ludinei Picelli - administrador de empresas

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