De acordo com o geógrafo Paulo Cézar Tosin, superintendente de Meio Ambiente do Projeto de Saneamento Ambiental do Paraná (Paranasan), a represa vai atingir 5,8 mil hectares (58 quilômetros quadrados) e cerca de 90 propriedades, mas ele calcula que só 20% são áreas agrícolas. Os moradores contestam. E reclamam que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) prevê uma faixa de 100 metros em torno do lago para preservação ambiental. Nesta área é proibido qualquer tipo de plantação ou criação de animais, para evitar a contaminação da água por agrotóxicos ou detritos.
Segundo Tozin, a construção da Barragem Piraquara II já é certa. O EIA-Rima está aprovado e foram realizadas audiências públicas na Câmara Municipal de Piraquara, onde os órgãos responsáveis apresentaram o projeto à população. Mas os moradores alegam que nem ficaram sabendo da audiência. Agora estão se organizando para ingressar ma Justiça e tentar impedir a barragem. Na ação, contestam o fato de a Sanepar não apresentar outra opção para o abastecimento de água, a não ser o represamento do Rio Piraquara.
(M.G.)

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