Porta-CDs, porta-lápis, porta-guardanapos, cadernos, agendas, blocos de recados, moedeiras... A artesã Célia Menezes, de 40 anos, transforma quase tudo em arte com a técnica de E.V.A, que é um tipo de emborrachado. ‘‘Já fiz bonecas de tecido, pinturas em cerâmicas e uma infinidade de outras técnicas. Mas quando descobri o emborrachado, fiquei fascinada. Os objetos são leves, coloridos e muito divertidos’’, conta a artesã.
  Além das vendas individuais, Célia recebe muitas encomendas para festas infantis. ‘‘Às vezes o volume de pedidos é tão grande, que eu tenho que virar a noite para fazer tantas peças’’, diz a artesã, que só com a encomenda das peças ganha em média R$ 1.000 por mês, fora as aulas que dá ensinando a técnica.
  Um dos maiores xodós de Célia é o risque-e-rabisque, uma espécie de rascunho onde é possível desenhar, pintar e escrever. ‘‘A criançada adora e os pais também. Costumo dizer que esse risque-e-rabisque é feito para crianças entre 2 e 99 anos’’, conta a artesã, rindo. Atualmente estudando Design de Interiores na Faculdade Cândido Mendes, Célia também é professora: ‘‘Ensinar a técnica de E.V.A é um barato. Tenho muitos alunos.’’

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