Se a popularidade do celular entre trabalhadores de baixa renda ainda é vista como algo incomum, o que dizer da verdadeira mania do aparelho entre crianças e adolescentes de famílias abastadas? O uso do celular entre este público é descrito preconceituosamente como moda - o que, diga-se, não é algo longe da realidade.
''Todas as minhas amigas tinham, aí eu pedi para minha avó de presente. Mas (o celular) é importante, quando preciso ligar pra casa'', diz Ana Carolina Gloor, 12 anos, estudante do Marista. A colega Luana Buss, também de 12 anos, é mais direta. ''Quis um celular porque todo mundo tinha'', afirma.
A diretora educacional do Marista, Marízia Rufino, explica que o celular serve como canal de comunicação com a família, mas que ainda existem outros meios para este fim. ''Para os adolescentes, o aparelho ainda serve para os compromissos sociais. Entre crianças, não vejo muito além da busca pelo status'', explica.
Renata Romagnolo, 17 anos, estudante do Máxi, admite que o celular tem um ''apelo'' viciante. ''Você fica meio dependente do aparelho. Se você sai sem ele, é como se tivesse esquecido a caneta para a aula. E as pessoas ao seu redor se acostumam a te ver com o aparelho, sabem como te encontrar'', diz a jovem. Em certas escolas, o celular é proibido porque já foi utilizado por alunos para passar cola.

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