Para mudar essa realidade, o ideal é que a obesidade seja tratada antes da adolescência, pois nessa fase o número de células de gordura já será grande. Uma redução de peso apenas ''esvazia'' o conteúdo dessas células, que permanecem, facilitando a volta do peso excessivo e provocando o famoso ''efeito sanfona''.
A vantagem do tratamento da obesidade feito na adolescência está no fato de que nessa faixa etária, geralmente, o adolescente deseja emagrecer. Nesse sentido, por conta dessa vontade e desejo, o comprometimento dele é maior do que o de uma criança, por exemplo.
De qualquer maneira, o tratamento da obesidade passa por ações múltiplas, que devem partir de todos os níveis da sociedade. Legislar sobre a quantidade máxima de gorduras e açúcares nos alimentos industrializados; promover maior informação aos consumidores; regulamentar a publicidade de alimentos, como foi feito com bebidas alcoólicas e com o tabaco; estimular a prática de atividade física, inclusive em ambientes públicos são ações que devem partir das esferas governamentais.
Também as escolas podem promover não só a educação nutricional como também a educação em saúde, que ensina os hábitos saudáveis de vida, alertando para o risco de doenças em pessoas que não praticam esses hábitos, e estimulando, na prática, ações preventivas.
Entretanto, é em casa que a prevenção da obesidade deve ocorrer com maior efetividade por meio de exemplo dos pais ou responsáveis; oferta constante de alimentos saudáveis; controle do tempo gasto diante da TV e computadores; menor oferta de guloseimas; estímulo à prática de atividades físicas; promoção da ingestão diária de no mínimo cinco porções de vegetais por todos os membros da família, entre outras ações.
Ações como essas são fundamentais para quem pretende dar uma educação completa aos filhos, com a consciência de que adquirir hábitos saudáveis de vida é tão ou mais importante do que passar no vestibular para Medicina ou para qualquer outro curso super concorrido da universidade.

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