São Paulo - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro abriu processo para investigar a conduta do ex-advogado do cantor Belo, Sylvio Guerra. O advogado teria ferido a ética da profissão ao declarar que inventou uma história de cobrança de propina por delegados do Rio como estratégia para receber seus honorários. O cantor Belo, acusado de associação com o tráfico de drogas, está foragido há seis dias.
Anteontem, o atual advogado de Belo, Alberto Louvera, divulgou uma fita em que Sylvio Guerra pede ao cantor dinheiro para supostamente subornar policiais do Rio. Na gravação, Guerra diz a Belo que o dinheiro serviria para que o caso do suposto envolvimento do cantor com o tráfico fosse abafado pela polícia.
Segundo a conversa da fita, a propina seria de R$ 300 mil e seria paga aos delegados Álvaro Lins, ex-chefe de Polícia Civil do Rio, e Ricardo Hallack, diretor da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) e responsável pela investigação. Se condenado, Guerra poderá ser expulso da Ordem.
Gomes disse que, ‘‘em tese’, o caso de Guerra seria inserido no artigo 34 do Estatuto do Advogado que trata sobre solicitar importância (do cliente) para aplicação ilícita ou desonesta e manter conduta incompatível com a profissão.
‘‘Ele também teria violado o Código de Ética e Disciplina da OAB, que diz que é dever do advogado preservar a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, além de zelar pela sua reputação pessoal e profissional’’, afirmou o presidente da OAB. ‘‘Ele terá amplo direito de defesa.’’

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