Agência Folha
De Brasília
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestou ontem oficialmente contra a forma de pagamento dos precatórios do projeto de reforma do Judiciário.
Para os representantes da entidade, que participaram durante o final de semana de encontro de advogados em Belém do Pará, a proposta que prevê o pagamento dos precatórios em até dez anos representa a ‘‘oficialização do calote público’’.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – regional de São Paulo – advogado Rubens Approbato Machado, acusou pressão por parte do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), para que a proposta fosse inserida no projeto de reforma do Judiciário. A relatora do texto é a deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP), do mesmo partido que Covas.
Os representantes da Ordem dos Advogados do Brasil repudiaram ‘‘insinuações’’ de que a categoria dos advogados pode estar envolvida em fraudes com o objetivo de forjar indenizações milionárias.
Em documento redigido ao final do encontro em Belém do Pará e assinado pelo presidente da OAB, Reginaldo de Castro, a entidade defendeu a cidadania e a luta contra a corrupção. Além do documento, está previsto para hoje uma manifestação em Teresina, no Piauí. A organização está sendo feita pela própria Ordem dos Advogados do Brasil com o objetivo de pedir o fim da impunidade.
O ato marca também a posição da OAB frente seguidas denúncias de corrupção no País.

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