O vírus anti-EUA
Senti um certo contentamento ao deparar com o título ''O vírus anti-EUA'' na ''Veja'' do dia 3, que é o mesmo de um artigo de minha autoria publicado na Folha em 3 de dezembro de 1990. Naquela data, foi previsto o que acontece hoje: as pessoas menos racionais sofrem uma completa lavagem cerebral, provocada pelo doutrinamento ilusionista do comunismo, iniciada na Guerra Fria, quando a União Soviética foi vencida pelos EUA.
Depois dessa lavagem é inserido em suas mentes deficientes culturalmente o vírus anti-EUA. Esse vírus geraria um ódio intenso, extenso e injustificável, contra a grande nação americana. Hoje essa lavagem cerebral é feita por professores muçulmanos ou descendentes de árabes. Seria uma forma de vingança contra o apoio dos EUA a Israel na guerra contra a Palestina. Esse ódio é utilizado pelos governantes incompetentes e corruptos do Terceiro Mundo, dizendo que suas fracassadas e desonestas administrações foram consequência de os americanos terem roubado nossas riquezas.
Realmente os EUA se tornaram a nação mais rica, mais culta, mais sadia, mais poderosa, mais libertadora, mais legalista - mas não foi à custa de roubarem as nações mais pobres, endividadas e mal administradas do Terceiro Mundo. Seu enorme progresso foi devido ao seu grande trabalho, estudo, pesquisas, realizações, responsabilidades, espiritualidade cristã, imparcialidade da Justiça, financiamento às fontes de produção.
O PIB do EUA é da ordem de US$ 10 trilhões, enquanto a soma do PID de todos os 45 países muçulmanos não chega a US$ 1 trilhão. Eles têm cerca de 3 mil universidades, muitas vezes mais que a soma de todas as árabes. Seus cientistas laureados com o Prêmio Nobel são em número muitas vezes maior que os das nações muçulmanas. Suas medalhas de ouro olímpicas têm um total muitas vezes maior do que a soma dos países islâmicos. Nessa nação imperam a lei, a democracia, a moral, a justiça, a decência, a liberdade.
Para garantir sua defesa, os EUA dispõem de um efetivo de 1,5 milhão de pessoas mobilizadas, e gastam US$ 270 bilhões por ano com o setor. Portanto, não será um bandido, um louco terrorista, dirigindo um bando de fanáticos religiosos suicidas que irá fazer desmoronar esse colosso.
O filósofo e político inglês Thomas Paine previu que os EUA estão predestinados a zelar pelo destino da humanidade. Isso tem sido constatado como uma verdadeira profecia. Eles atravessaram o Atlântico e o Pacífico para vencer toda a Europa dominada pelo nazismo, e toda a Ásia escravizada pelos nipônicos. Perderam milhões de soldados e bilhões de dólares. Mas livraram o mundo de um possível holocausto generalizado. Depois, financiaram esses continentes e os reergueram: a Alemanha se tornou a terceira potência econômica, mesmo dividida em duas; e o Japão a segunda.
Às suas custas, os EUA debeleram a febre amarela e a malária na América Central e na Ásia. Gastando bilhões de dólares em campanhas mundiais contra o tráfico de drogas (inclusive o de morfina, feito por Bin Lader no Afeganistão), prenderam Noriega, presidente do Panamá que distribuía cocaína para a América e eliminaram Escobar, chefe do Cartel de Medellín, na Colômbia.
Os EUA nos deram a Siderúrgica de Volta Redonda, para que iniciássemos a nossa indústria pesada de aço; no final da Segunda Guerra, vencida por eles, deram-nos duas gigantescas bases aéreas subterrâneas, em Fortaleza e Recife. Eles nos financiaram o Serviço Contra a Febre Amarela, em 1937, e também o Serviço Antimalária, em 1938, com dinheiro americano da Fundação Rockfeller.
Em 1941, os EUA conseguiram liberar-nos os navios Siqueira Campos e Bagé do aprisionamento feito pela Inglaterra; fizeram o Acordo do Trigo, de 1953 a 1967, em que nos foram praticamente dados milhões de toneladas do grão; através do acordo militar de 1953 a 1977, transferiram-nos tecnologia e vasta quantidade de armas para modernizarmos nossas Forças Armadas.
Os EUA fizeram com o Brasil o Acordo Cultural que nos concedeu know-how para modernização de nossas universidades, entre 1965 e 1967. Eles também estabeleceram o Programa Aliança para o Progresso, em que nos foram doadas grandes verbas para concretização de nossos projetos da Sudene e da então Guanabara; eles também nos concederam - e concedem - centenas de bolsas de estudo para aperfeiçoamento de nossos professores, cientistas e profissionais.
E os comunistas, em que colaboraram? Exportaram-nos uma tecnologia de fazer revolução para impor governo comunista, que só trouxe pobreza às nações. Além do mais, contagiaram o mundo com o vírus anti-EUA que gera um ódio injustificável ao capitalismo progressista. E os muçulmanos, em que colaboraram? Quadruplicaram o preço do petróleo em 1973, e monumplicaram-no em 2000, o que provocou recesso econômico no Terceiro Mundo. Isso teve consequência desastrosa na nossa economia, anulando o milagre brasileiro, que consistia num crescimento consecutivo, em vários anos, à taxa de 10% ao ano.
O vírus anti-EUA não pára de atuar, aumentando cada vez mais o ódio contra as nações cristãs do mundo, mais injustificavelmente o Brasil. É inconcebível que a imprensa esteja dando guarida a pseudo-intelectuais, para tentar justificar, defender e endeusar o louco, fanático Bin Laden. E o mais absurdo é que eles torcem e procuram até mesmo inverter a posição dos EUA, de vítimas para algozes, quanto aos ataques feitos nos EUA.
Portanto, não ficar solidário com os EUA nesta luta santa contra o terrorismo islâmico, é corroborar a que se aumente a insegurança das pessoas em todo o mundo. É, também, colaborar para que todas as nações sucumbam em deplorável estado. Eliminar o terrorismo em seus territórios de origem, e retaliar as nações que acolhem, treinam ou financiam essas pessoas diabólicas - é suprema lei. A luta pela sobrevivência da humanidade está acima do Bem e do Mal.
- PAULO SÁ é odontólogo e escritor em Londrina





