O vergonhoso esbanjamento governamental
O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP e muito ligado à ideologia petista, certamente sabia da farra com o dinheiro público, mas foi preciso subir à presidência da Câmara para enxergar melhor o tamanho do descalabro. Em face do que viu, ele já anunciou que a Casa vai fiscalizar esses gastos, começando pelas viagens e diárias que consumiram 1 bilhão de reais nos 2 anos e 10 meses do Governo Lula. Estão aí incluídas as andanças do presidente Lula pelo mundo, ele que, depois que adquiriu seu avião de 56 milhões de dólares, tomou gosto por ausentar-se do País e ir lá fora para em boa parte das ocasiões receber louvores de nações pobres, o que é bem de seu gosto. O que se gastou com esses deslocamentos de gente do Poder Executivo e suas gordas diárias é cinco vezes maior que o investimento de 2005 do Ministério da Cultura e 44 vezes o investido no Programa Primeiro Emprego. Como Rebelo é amigo de Lula, faz ressalvas às viagens presidenciais ao exterior e ressalta a importância delas, ''para ampliar a presença comercial do Brasil no mundo e melhorar os números da balança comercial''. É importante propagandear o País lá fora, mas o mérito pelo superávit das exportações tem menos do Governo e muito mais da iniciativa privada, que produz com quantidade e qualidade e, nessa tarefa, tem que lutar contra a burocracia do próprio sistema e contra as muitas dificuldades estruturais. Um bilhão de reais é muito dinheiro, que certamente não proporcionou o retorno correspondente, em benefícios. Rebelo, ao que se sabe, deu alguns exemplos na própria Casa, ao cortar viagens que ele considerou desnecessárias. Um bom sinal, embora os brasileiros nem acreditem que algo nesse sentido possa ocorrer. Também o procurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, classificou de estratosférico o gasto governamental com viagens e diárias. E enquanto tais abusos acontecem (e estes são apenas uma pálida amostragem, porque os bilhões se centuplicam em superfaturamentos, desperdícios e outras gastanças desmedidas), o Governo alega não ter dinheiro para setores fundamentais, de alcance social. Por essas razões a nação está desiludida com os governos, pertençam eles a este ou aquele partido, e tanto se condói quando paga os impostos, sabendo que grande parte será destinada ao saco sem fundo desse verdadeiro bordel. O dinheiro do povo, que poderia ficar circulando nas bases para promover o desenvolvimento, é canalizado em volume astronômico para os cofres do Tesouro em forma de sangria tributária e, por isso, fica fácil e disponibilizado para a orgia de gastos.





