A nove meses da disputa pela sucessão de Lula, petistas e tucanos dão o tom da campanha presidencial. Nos últimos dias, líderes dos dois partidos protagonizaram intensa troca de ofensas por meio da imprensa. Não faltaram acusações de ''mentirosas'' às declarações da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, ao eleitorado mineiro em evento oficial. Já o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, retrucou atribuindo ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, a alcunha de ''jagunço'' e ao governador de São Paulo, José Serra - pré-candidato tucano à Presidência -, de ''hipócrita''.
A guerra entre PT e PSDB teve início depois que Guerra, em entrevista à revista ''Veja'', afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ''não se realizou'' e que o partido iria acabar com o projeto. A declaração foi respondida por Dilma em Minas Gerais e pelo anúncio do lançamento do PAC 2, nos próximos meses, coincidentemente quando deve ser oficializada a candidatura de Serra.
Ontem, o presidente entrou em cena e, durante a primeira reunião ministerial do ano, pediu para que os ministros ''não entrem em jogo rasteiro'' durante a campanha. Lula discursa no melhor estilo apaziguador, defendendo uma ''campanha de alto nível'', mas se esquecendo das declarações ''bélicas'' proferidos nos palanques oficiais.
Agora, a Executiva Nacional do PSDB ameaça levar para o judiciário as ''calúnias'' ditas pelos petistas. Além disso, ajuizaram, com o DEM e o PPS, na Justiça Eleitoral, uma denúncia de propaganda eleitoral antecipada e com dinheiro público contra Lula e Dilma.
Enquanto isso, os brasileiros - verdadeiros ofendidos com todo o circo montado - continuam a bancar, com os excessivos impostos, toda a estrutura de governo e também de oposição. Bem fazem os estudantes que ontem espalharam esterco na porta da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em protesto contra o esquema de corrupção envolvendo deputados distritais e o governador José Roberto Arruda (DEM). Um protesto que representa o nível da política em todo no País.

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