O vandalismo não pode continuar mudando a imagem de Londrina
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sábado, 13 de março de 2021
Folha de Londrina 
O londrinense tem um carinho especial pelos seus parques e áreas de lazer e o complexo formado pelo Zerão e Lago Igapó 1 é o mais icônico. Pessoas de todas as regiões da cidade costumam frequentar o espaço para a prática de esportes, caminhadas, contemplação e atividades recreativas.
Os parques ao ar livre tornam Londrina muito especial. Pena que o cidadão vem zelando pouco por esses espaços. Um exemplo da deterioração por vandalismo e falta de cuidado é o anfiteatro do Zerão, palco de apresentações memoráveis dos festivais de música e de teatro da cidade - apenas para citar alguns.
Agora, o anfiteatro, que tem mais de 30 anos, passará por uma revitalização. O anúncio da reforma foi feito na última semana, pela prefeitura. Há tempos o local não passa por intervenções e soma-se ao vandalismo a ação do tempo na deterioração do espaço.
A revitalização vai acontecer com recursos conquistados por meio da Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet, a partir da proposta do policial militar e produtor cultural Vitor Henrique de Santana. O projeto prevê reparos nas escadarias e grelhas, além da parte estrutural.
O anfiteatro também irá receber intervenção artística com grafite, que se transformará em uma tela gigante, com 13 metros de altura e a aproximadamente 450 metros quadrados. Seria uma maneira de inibir os vândalos, já que atualmente a edificação está danificada com pichações de cima a baixo.
O projeto tem orçamento total de R$ 670 mil. As obras deverão começar em junho e terão duração de aproximadamente três meses.
Que bom seria se no próximo aniversário da cidade, no final de 2021, a pandemia cedesse e o londrinense conseguisse comemorar a data assistindo a uma bela apresentação artística em um anfiteatro renovado. É muito triste ver um aparelho público tão importante em tal grau de destruição.
Por que as pessoas danificam as áreas comuns dos municípios, praticando atos de vandalismo? De praças a pontos de ônibus, a destruição a esses bens prejudica a história, a cultura e a autoestima de uma cidade. Sem falar no dinheiro público.
É certo que o melhor remédio para esse tipo de agressão ao bem público é a educação e a ideia de pertencimento. Quem está inserido na comunidade, não danifica o que é coletivo. O vandalismo não pode continuar mudando para pior a imagem de uma cidade.
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